Cronologia Poética (1999): Covil dos Desesperados

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Frases e mais frases
Não mais que frases
Ações e ações
Não mais que ações
E tudo está perdido
Fortalezas são feitas
De destroços
Castelos são erguidos
Por orgulho
E tudo parece
Continuar,
Porém, não está bem
Não acho para onde ir
Não sei como seguir
Nesse caminho
Não mais que mesquinho
Nessa cidade
Não mais que cidade
Completa de maldade
E perdição
Derrama em meu coração o mais forte veneno…

Pessoas se vestem para sair
Algumas para mentir
Outras para sentir
Pobres almas
Não mais que pobres
Não mais que sombras
Esgoto da sociedade.

Claucio Ciarlini (2009)

 

  • O ano de 1999 marcou o meu retorno à Parnaíba, sem ter tido sucesso no vestibular  (aliás, ninguém de minha sala obteve êxito naquela primeira tentativa). Encontrava-me novamente em meio a ambientes sociais de pessoas nocivas (salvo exceções), no que fez surgir uma tríade poética que intitulei de Neblina, um conjunto de poesias que retratam o lado insensível e decepcionante de uma parcela da sociedade. Porém, como a proposta desta série é um poema para cada ano, optei por  compartilhar apenas a primeira parte: Covil dos Desesperados. Ainda sobre 1999, foi o ano em que comecei a me reconhecer como escritor, e a partir daí veio o sonho de ter os meus escritos publicados em livro um dia. Enquanto esse momento não chegava, comecei a editar e distribuir encadernados contendo alguns poemas que mais gostava até aquele período. O primeiro teve o título de: Tão perto, Tão longe.

 

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