As Vitórias de André Boden Diniz, por Marciano Gualberto

André Boden Diniz nasceu no dia 23/08/2012 em São Paulo, capital. Filho de Herculano Sidney Diniz e Gladys Boden. André iniciou no xadrez com o incentivo de sua irmã aos 6 anos de idade, e desde então tem sido sua maior paixão e estilo de vida tanto enquanto ser humano, competidor e autista com TDH e mesmo com sua dificuldade de socializar-se, vem se superando e mostrando que independente de qualquer limitação, seja ela física ou cognitiva, somos capazes de ressignificar isso e dar o nosso melhor rumando ao bem. Nosso pequeno grande André é um exemplo de superação, perdeu o pai aos 4 anos de idade, mudou de Estado, chegando a Parnaíba -PI. Sofreu muito por ter sido uma mudança brusca de tudo em relação ao financeiro, novos hábitos e socialização. O mesmo em 2021ganhou seu primeiro Troféu na modalidade Xadrez, troféu Festival Artur Galvão, primeiro campeão módulo masculino Ensino Fundamental do 1° ao 5° ano.

A posteriori em 2021 também se sagrou campeão Parnaibano Juvenil até 17 anos, sendo que ao conquistar esse título ele tinha 9 anos de idade. Daí nosso pequeno grande André vem ganhando também os jogos escolares parnaibanos 2022 na categoria fraudinha e também também se sagrou vencedor na categoria Juvenil dos mesmos jogos parnaibanos, duas categorias, dois títulos. Em Tianguá-CE acabou se destacando em outubro de 2022 no xadrez tianguense. Em Parnaíba, nosso competidor além da família, tem dois grandes incentivadores: Erasmo Falcão e Rodrigo. Por conseguinte, Severino Januário o convidou para o lançamento de um livro histórico sobre a modalidade em Teresina -PI. E o mesmo se fez presente. O xadrez pro André é uma forma de expressão, de socialização, de se sentir bem consigo mesmo , já que ele enfrenta na escola , problemas de socialização, choque cultural, e no xadrez é como se ele não tivesse medo de nada , ele desafia o adversário sem medo de ser feliz. O mesmo faz parte do Clube Parnaibano de xadrez, sendo muito respeitado por seu talento e esforço.

Marciano Gualberto: historiador, escritor, colunista sociocultural e membro da Academia Munial de Letras da Humanidade.

Alunos visitam Academia Parnaibana de Letras e Memorial Humberto de Campos

Um grupo de dezesseis alunos da Escola Arco Iris, no bairro de Fátima, zona norte, estiveram na manhã desta quinta-feira (1º) visitando a Academia Parnaibana de Letras.

Os estudantes foram recepcionados pelo presidente em exercício, acadêmico,  escritor e jornalista Antônio Gallas Pimentel e pelo também escritor e romancista, diretor da biblioteca Antônio de Pádua Marques Silva.


“É com muita alegria

Que recebemos vossa escola

Sejam todos bem-vindos

À nossa Academia!”

Com a saudação acima, Gallas Pimentel disse da satisfação da APAL em estar recebendo grupos de estudantes parnaibanos que demonstram interesse em conhecer a finalidade, importância e a composição da nossa entidade.

Os alunos da Escola Arco Iris estavam acompanhados da professora Katiane, coordenadora do Fundamental II, da professora Cristiane, que acompanhava o grupo, da professora de redação Joyce Cleide Araújo e de uma das diretoras da escola, a professora Vitória Isaura.

Logo após a recepção no auditório “Testa Branca” onde foram exibidos slides com fotos sobre a criação da Academia e com as fotos dos atuais membros e nome dos patronos das cadeiras, os alunos visitaram o Memorial Humberto de Campos, onde estão expostos livros, manuscritos, objetos pessoais, fotos, máquina de escrever, canetas, bengalas e o fardão do escritor  maranhense na Academia Brasileira de Letras.

Ao final da visita foram distribuídos aos alunos, livros dos escritores parnaibanos Gallas Pimentel, Altevir Esteves, Pádua Marques, Alcenor Candeira e outros livros, bem assim o “Contos Entre Gerações” produzido por Claucio Ciarlini, também membro do sodalício. Também foram distribuídos para alunos e professores cópias do texto BREVE RELATO SOBRE ACADEMIA PARNAIBANA DE LETRAS da professora e acadêmica Maria Dilma Ponte de Brito publicado em uma das edições do Almanaque da Parnaíba – a Revista da Academia, como o próprio texto já diz, Dilma narra a história da Academia Parnaibana de Letras, que no próximo ano estará completando 40 anos de sua criação.

A próxima escola a visitar a Academia Parnaibana de Letras será o Colégio Assis Brasil, o qual foi fundado por uma neta do Patrono da Cadeira nº 10, o poeta Francisco Ayres. A Cadeira nº 10 teve como primeiro ocupante a poetisa, teatróloga e contista Jeanete de Morais Souza. Atualmente a referida cadeira é ocupada pelo médico e prefeito de Parnaíba Francisco de Assis de Moraes Souza. A data da visita do Colégio Assis Brasil será no próximo no dia 6, terça-feira. Fotos: APM Notícias.

Informações e fotos Fotos: APM Notícias.

Discurso de Claucio Ciarlini recepcionando os novos membros da Academia Mundial de Letras da Humanidade

Boa noite a todos!

Cumprimento o presidente da AMLH, o escritor Camilo Martins, a presidente da AMLH – seccional Parnaíba, a escritora Maria Dilma Ponte de Brito e os demais membros da mesa de honra.

Recebi a nobre incumbência de recepcionar os sete novos membros de nossa Academia Mundial de Letras da Humanidade. No que confesso, não foi tarefa fácil. Porém, desafios honrosos como esse…. Missões preciosas como essa jamais podem ser recusadas. Mesmo que consistam em grande, ou melhor, enorme responsabilidade!

Dar boas vindas a cidadãos tão atuantes em suas respectivas carreiras, que tanto contribuíram para a nossa região, para ao nosso estado, e até mesmo para o nosso país, é algo que me traz grande emoção, no que também me faz recordar de minha posse, em março deste ano, quando em discurso, expressei meu pensamento sobre esta academia, quando mencionei que: Sentimento de bondade, benevolência, em relação aos semelhantes, ou de compaixão, piedade, em relação aos desfavorecidos. São características inerentes à palavra Humanidade, que inserida no nome de uma Academia de Letras, e principalmente uma Academia de abrangência mundial, é algo que vem a fortalecer, tanto a base, como as missões deste sodalício.

E os sete novos acadêmicos, como vocês já devem ter percebido, carregam essas características aliadas ao grande conhecimento, talento e formação inerentes a cada um deles. Sete exemplos de profissionalismo e dedicação ao outro, à sociedade. O nosso estado possui uma forte dívida pelos tamanhos serviços já prestados por estas pessoas que aqui estão. Embora reconhecimento eles até já tiveram, porém seus feitos excedem qualquer honraria que já receberam. No que a Academia Mundial de Letras, consciente do importante papel desempenhado pelos novos acadêmicos, de suas biografias, caráter, abriu as portas e como consequência, se tornará ainda mais fortalecida com a presença destes.

Dito isto, passo então para a leitura da biografia de cada um dos novos imortais, ressaltando que, por se tratar de um discurso de recepção coletiva (no que geralmente o tempo não é amigo),  consiste apenas numa pequena amostra de seus respectivos currículos:

ANTONIO LINKOLN ALVES BORGES LEAL

Nascido em primeiro de julho de 1991, na cidade de Floriano-PI.

Biomédico Patologista Clínico. Especialista em Hematologia Clinica e Banco de Sangue -INCURSOS-GO;

Mestre em Química Biológica pela Universidade Regional do Cariri – URCA, Doutorando em Química Biológica na Universidade Regional do Cariri; Atuando com desenvolvimento de produtos bioativos derivados de produtos naturais e sintéticos, perfil químico e avaliação de atividades farmacológicas e biológicas.

Docente colaborador na Universidade Federal do Piauí – UFPI onde é membro Pesquisador no Laboratório de Pesquisa em Microbiologia e Parasitologia – LPM; membro do grupo de pesquisa em Nanotecnologia, exercendo atividade prática, com ensaios sobre avaliação da atividade antimicrobiana, avaliação da atividade moduladora da resistência bacteriana exercida por produtos naturais e sintéticos e atividade fotossensibilizante destes sobre linhagens bacterianas. bem como introdução a nanotecnologia.

Possui mais de 38 artigos científicos publicados em periódicos internacionais, Autor do livro Fisiologia do Exercício na prevenção e tratamento da diabetes, co- autor no livro de biotecnologia: das bases as inovações tecnológica.

Revisor ativo da revista internacional Trends in Medicine, possui 4 patentes em andamento sobre para combate de superbactérias, câncer do colo uterino e atividade antidepressiva.

– Seja bem vindo, confrade Antonio Leal!

BRENO PONTE DE BRITO

Publicitário, professor, design gráfico, servidor público e escritor. Natural de Parnaíba-PI. Formou-se em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda. Possui especialização em Marketing e Mestrado em Letras pela UFPI. Começou sua atuação profissional no ano de 2000 como freelancer, prestando serviços de criação publicitária para empresas. Trabalhou por seis anos em agências de publicidade como Redator e Diretor de Criação.

Entre os anos de 2005 a 2007 escreveu a coluna Broadside, publicada no Jornal O Dia. Em 2008, a coluna transformou-se num blog do portal 180graus.com, permanecendo no ar até o ano de 2012.

Fez parte do quadro de professores efetivos da UFPI, lecionando no curso de Comunicação Social – Jornalismo. Foi coordenador do curso de Publicidade da Faculdade AESPI e professor universitário por 16 anos.

Em 2011 lançou seu primeiro livro: “Broadside – a propaganda vista por dois lados”, uma coletânea de artigos sobre propaganda e marketing escritos durante seu período como articulista da coluna homônima.

É autor também da obra “Da Brancura à Sujeira – uma análise dos discursos publicitários de Omo”, livro fruto de sua dissertação de Mestrado.

Em 2021 publicou seu mais recente livro, “Minha vida é um Instagram aberto”, que reúne um apanhado de frases, textos, versos, aforismos e outros escritos que são publicados em seu perfil no Instagram @brenobrito1.

– Seja bem vindo, confrade Breno Brito!

EDNA SANTOS

Psicanalista e Poetisa, Especialista em Clínica Psicanalítica da Infância e Desenvolvimento Humano e Mestranda em Psicopatologia da Infância.

É imortal pela Academia Passagense de Letras, (APAGEFRAN), ocupante da cadeira 39.

Membra da Academia Internacional de Literatura e Artes Poetas Além do Tempo (AILAP)

Integrante das Oficinas do Sesc- PI: Laboratório de Experimentação e Criação Literária; Laboratório de Escrita Criativa; “Desce a Letra” – ambas do Sesc-PI; Laboratório de Narradores Literários e Literatura de Cordel; outras formas de expressão; “Pedagogia dos Saraus”: teoria e prática literária e educativa; Laboratório de Crônicas e Laboratório de Escrita Criativa para Mulheres.

Possui poesias publicadas no Jornal “O Piagüí e Participou da Revista O Piagui Edição de Quarentena, 2020 (primeira e segunda edição). Possui textos publicados nas coletâneas: Experimentos Poéticos (2019); Poemas entre Gerações, Determinação e Superação (2020); Balaio Elétrico, Giras(Sol), Antologia Encantos Nordestinos, Terra uma Poética entre Nós, Antologia Fortalezense Fortalecendo Laços, (In)sensíveis Sentimentos, Piauí Poético, Esperança em Tempo de Pandemia 2 e Crônicas Entre Gerações (2021); Onde Canta o Sabiá e Prelúdio, ambas de 2022.

Foi uma das vencedoras do concurso Almanaque da Parnaíba – 73ª edição, 2022, onde recebeu Certificado de Mérito Literário 2022 da Academia Parnaibana de Letras.

– Seja bem vinda, confreira Edna Santos!

GEORGE DA SILVA

George Luís da Silva nasceu em Buriti dos Lopes no Piauí, porém já residente em Parnaíba há muito tempo. É filho de Francisco da Silva e Maria Teresa da Silva.

Graduado em Letras-Português pela UESPI (Universidade Estadual do Piauí) e Pós- graduado em Metodologia da Língua Portuguesa pela Faculdade FAEME.

George é poeta, cordelista, compositor, professor de Língua portuguesa e Espanhola (Gramática, Literatura e Redação). Em 2018, publicou seu primeiro livro intitulado Itinerário de Carne e Osso, participou da coletânea Poemas entre Gerações organizada por Claucio Ciarlini e José Luiz de Carvalho.

É colaborador no jornal O Piagui impresso e online e publicou no ano de 2021 o cordel intitulado Geração O Piagui cujo conteúdo enfatiza a história, os desafios e as conquistas do jornal democrático.

É idealizador e editor do Canal Vulcão Literário no YouTube e atualmente é organizador, juntamente com o poeta Alexandre César, da I Coletânea Vulcão Literário com participações de 30 autores.         

– Seja bem vindo, confrade George da Silva!

LIA RACHEL DE SOUSA PEREIRA SANTOS

Nascida em Teresina-PI no dia 04 de Março de 1981, filha de José James Gomes Pereira e Sônia Maria Rodrigues de Sousa Pereira, casada com Fábio Henrique Almeida dos Santos, mãe de José James Gomes Pereira Terceiro.

Advogada inscrita na OAB/PI- 7317 e militante nas áreas Cíveis (Direito de Família e sucessões, contratos e responsabilidade civil), previdenciária e administrativo desde 2010; Sócia- proprietária dos escritórios Lia Pereira Sociedade de Advogados unidades Teresina e Barras desde maio de 2010 aos dias atuais; Formada em Ciência da Computação pela UESPI, em 2004, Especialista em Sistema de informação para web, em 2006; Formada em Direito pela Aespi, desde 2009; Especialista em Direito e Processo Penal pela UCDB, em 2008; Professora de Direito de Família e Sucessões da Faculdade Cet (2014-2016); Professora de Processo Civil Fatepi(2018) e professora de Processos de Família na Escola Judiciária-Ejud(2014-2016), Professora do Curso de Iniciação a Advocacia da Escola Superior da advocacia ano 2018, co-autora do livro Pluralismo e Democracia: Desafio para o Constitucionalismo Contemporâneo, de 2019.

Possui alguns artigos publicados na revista Direito Hoje.

Exerceu vários cargos importantes no decorrer de sua carreira, no Governo do Estado do Piauí, Procuradoria Geral De Justiça Do Piauí, na Prefeitura Municipal de Teresina, PMT/PI, dentre outros.

– Seja bem vinda, confreira Lia Raquel Santos!

MARCELO BARBOSA DE MORAIS

Nascido em 28 de janeiro de 1970, filho de Julio Paes de Morais e Terezinha Barbosa de Morais.

Consultor jurídico com mais de dez anos de experiência, Marcelo Barbosa de Morais é formado em Direito pela Faculdade Estácio de Sá do Rio de Janeiro e possui MBA em Direito Previdenciário e MBA em Integração de Competências no Desempenho da Atividade Judiciária com Usuários e Dependentes de Drogas.

O currículo profissional do homenageado destaca experiência em litígios e investigação jurídica nas áreas de direito constitucional, criminal, administrativo e ambiental. Também atuou como assessor jurídico do Exército Brasileiro entre os anos de 2013 e 2019.

Atual Superintendente do Patrimônio da União no Estado do Piauí. Mestrando em gestão pública na universidade federal do Piauí

Alguns Prêmios e títulos:

2020 – Mérito Municipal, Prefeitura de Parnaíba/PI

2020-  Amigo da Capitania dos Portos do Piauí, Capitania dos Portos do Piauí

2021- Cidadão Teresinense, Câmara Municipal da Teresina/PI

2022 – Cidadania Piauiense, Assembleia Legislativa

– Seja bem vindo, confrade Marcelo Barbosa!

WILTON PORTO

José Wilton de Magalhães Porto nasceu em São João do Piauí, filho de Raimundo Magalhães Porto e Sebastiana Oliveira Porto.

É graduado em Administração de Empresas (UFPI). Exerceu inúmeros cargos e funções durante sua trajetória, a citar:  Diretor do Deptº de Artes e Cultura do Diretório Acadêmico “3 de Março” – FUFPI – Campus Ministro Reis Veloso – Parnaíba-PI e Presidente do Diretório Acadêmico “3 de Março”.

Dentre as atividades comunitárias e culturais, citarei algumas das várias:

– Vice-presidente do Conselho da Sociedade Cristã São Vicente de Paula.

– Assessor da Equipe da Pastoral da Juventude da Diocese de Parnaíba

– Integrante do Núcleo de Educação Popular de Parnaíba (NEPP)

– Presidente da Fundação Cultural “Assis Brasil”

– Membro do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba, Cadeira nº 37.

– Fundador do Grupo de Jovens da Seicho-No-Ie – Parnaíba.

– Autor de várias peças teatrais.

– Membro do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Piauí e presidente da entidade por duas vezes, além de diretor, Regional de Parnaíba.

– Membro da Academia Parnaibana de Letras, Cadeira nº 34.

– Medalha do Mérito Renascença: oferecida pelo governo do Estado pelos serviços prestados como escritor, jornalista e professor. 2009.

– Diploma como personalidade destaque do ano de 2009, como jornalista, oferecida pela Fundação “Raul Bacelar” – Parnaíba-PI.

Entre os anos de 1977 e 2008 publicou diversas obras, a citar: Eu, a Poesia e o Século, , Se Pudéssemos Gritar, 40 Minutos Entre o Céu e o Inferno e O Curtidor de Peles. Participou das antologias e coletâneas; Poesias do Campus, Poemarítimos, a Trilogia Entre Gerações (Contos, Poemas e Crônicas), Piauí Poético, dentre outras. Atuou em jornais, blogs e meios de comunicação.

– Seja bem vindo, confrade Wilton Porto!

Caros confrades, a Academia Mundial de Letras da Humanidade vos recebe com muita alegria e com a convicção de que nosso espaço humano do saber estará bem mais rico e iluminado com a vossa presença.

Bem vindos!

DR. MARC JACOB – Nota de Pesar

Ao tomarmos conhecimento do falecimento do Dr. Marc Jacob, ocorrido ontem dia 28/07/2022, a Academia Parnaibana de Letras – APAL deseja manifestar aos familiares, o mais profundo sentimento de pesar ao tempo em que roga a Deus que o receba na Santa Glória Divina da Eternidade.

O industrial parnaibano Marc Theophile Jacob Filho do francês Roland Jacob, Marc Theophile, nasceu em 19 de março de 1931 e atuou ao lado do pai nas atividades empresariais. Estava residindo em São Pauo, onde ocorreu seu velório. Ao lado de seu pai, Roland Jacob, Marc ajudou diretamente para o desenvolvimento comercial de Parnaíba, gerando empregos para muitas famílias na região.

Parnaíba, 29 de julho de 2022.

Antonio Gallas Pimentel

Presidente em exercício.

Memória Almanaque, por Jailson Júnior (Edição 66, de 1999)

O Almanaque da Parnaíba de 1999 foi a edição de n° 66 da revista da APAL, e a sexta sob a responsabilidade da entidade. A capa mostra uma vista panorâmica do farol da praia da Pedra do Sal, e o verso é uma fotografia do túmulo da poetisa Luíza Amélia de Queiroz Brandão, primeira poetisa piauiense, sepultada no Cemitério da Igualdade, em Parnaíba. Possuiu o mesmo Conselho Editorial das edições anteriores, continuando a ter o apoio da Gráfica e Editora da UFPI.

Após a apresentação, alguns dados seguem referentes à cidade naquela época (como população, área, limites, entre outros), seguido pelo índice da obra, com os capítulos que a compõem. O primeiro artigo é intitulado Parnaíba – Cidade Polo, onde o ex-prefeito Lauro Correia aborda aspectos do Desenvolvimento Macro-Economico Integrado do Piauí, com foco em Parnaíba.

Em Um Balanço Positivo, o então prefeito Antônio José de Moraes Souza Filho faz um apanhado das devolutivas que Parnaíba teve em sua gestão, com os avanços ocorridos no período. Na seção No Reino da Poesia, Alcenor Candeira Filho brinda a obra com cinco poemas de sua autoria, intitulados Forma, Fonte, Forma e Fundo, Finalidade e No Rude Reino dos Dominantes.

Israel Correia em seu Sobre o Memorial da Cidade Amiga, discorre sobre a o trabalho de autoria do poeta citado anteriormente, fazendo uma apresentação pormenorizada da filosofia por detrás da obra polivalente de Candeira. Em seguida, o prof. Renato Bacellar traça o perfil humano e profissional do prof. José Rodrigues e Silva, mestre de personalidades como Reis Veloso e Renato Castelo Branco, entre outros. Prosseguindo a obra, o acadêmico José Wilson Ferreira Sobrinho contribui com seu discurso proferido por ocasião do recebimento do título de Cidadão Honorário da Cidade de Juiz de Fora, ocorrido em 23 de maio de 1996.

Edmeé Pires de Castro reflete sobre o envelhecimento em seu texto Velhice ou terceira idade?, abordando aspectos psicológicos, sociais e de natureza diversa acerca da senilidade.

Em Memória Fotográfica, oito imagens retiradas do Almanaque de 1924 são reproduzidas no periódico, sendo um trecho da Duque de Caxias, onde funcionava a Mercearia Bembém, um pedaço do Mercado Público, a Igreja de Nossa Senhora da Graça, a antiga fachada da Santa Casa de Misericórdia de Parnaíba, a fachada do Hotel dos Viajantes, que funcionava atrás da igreja Matriz, uma imagem mostrando o embarque de Óleo de Babaçu no Porto Salgado, o Jardim Público, e a última mostrando o antigo prédio onde funcionava o Banco do Brasil, onde é atualmente, em nova construção.

Em Alternativas Econômicas Para Parnaíba, o prof. Francisco Filho elenca, em seu estudo, caminhos que ajudariam no desenvolvimento econômico da cidade, tais como a Fruticultura, Turismo e Ecoturismo, Artesanato, Produção Pesqueira, o Delta, os Tabuleiros Litorâneos, além do PRODETUR.  Mais um Discurso enriquece o Almanaque de 1999, na ocasião, quando o poeta Elmar Carvalho tomou posse como sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro, em 27 de agosto de 1998.

Em Integração de Gerações, a professora Maria Christina de Moraes Souza Oliveira faz uma alusão ao projeto que a UESPI encabeçou em 1998 de mesmo nome, que visou unir as pessoas de diferentes idades, a fim de haver troca de experiências, através de cursos diversos, ocorrido na época em Teresina, Parnaíba e Campo Maior. Em seguida, Jorge Serra prossegue a obra tecendo uma crítica literária sobre a novela de Assis Brasil, intitulada O Sol Crucificado, editada pela Imago em 1998.

Em Mundo Infantil, o jornalista Batista Leão reflete sobre a sociedade na qual as vicissitudes da vida criam abismos na relação entre pais e filhos, e em como isso se materializa no futuro. O próximo texto do Almanaque é o discurso de saudação da então novel acadêmica, a professora Aldenora Mendes Moreira, proferido pela professora e imortal da APAL Lígia Ferraz, não datado.

Na seção Poesia Parnaibana – Poetas Falecidos, a obra brinda o leitor com dez poemas de escritores de saudosa memória, sendo os textos Soneto XXIV, de Ovídio Saraiva; Amor, de Luíza Amélia; Pastoril, de Jonas da Silva; Jamais Duvides, de Alarico da Cunha; Papagaios de Papel, de R. Petit; Vida Longa, do Mons. Roberto Lopes; Na Fonte da Poesia, de Oliveira Neto; os Olhos do Ódio, de Renato Castelo Branco; Espera, de Paulo Veras; e Pássaro Cativo, de Jeanete de Moraes Souza.

Retornando à parte prosaica do Almanaque, Anchieta Mendes disserta sobre o papel da mulher no Terceiro Milênio, abordando aspectos como o Princípio da Isonomia, o Dia Internacional da Mulher, e a participação do setor feminino nos mais diversos setores da sociedade. Wilton Porto conta as desventuras de Ana Li, uma menina pobre do interior que vai morar e sofrer agruras com uma família moradora de uma grande cidade.

Em Homenagem, Maria Luiza Motta de Menezes relembra vida e obra de um dos maiores poetas piauienses de todos os tempos, Da Costa e Silva, em texto repleto de poemas de autoria do escritor. Já no texto intitulado Depoimento, Chagas Rodrigues conta seus desafios enquanto governador do Piauí, entre 1958 e 1962. Já na obra Os Outros Filhos de Dona Miloca, Pádua Santos relata a passagem dessa simpática senhora, prestativa, que com seu afeto e cuidado, era querida por muitos moradores da cidade, inclusive de pessoas de nome na cidade, tratando-se da mãe do cronista. Em Cidadania, o juiz e escritor Oton Lustosa reflete sobre o termo-título, chave para o exercício de direitos fundamentais previstos na Carta Magna de 1988. 

Em mais uma seção de imagens, denominada Ensaio Fotográfico – Parnaíba Atual, vários pontos da cidade são mostrados, como o Edifício Ville Marseille, o auditório da então UFPI (atual UFDPar), o Parque Ambiental Lagoa do Bebedouro, as quadras poliesportivas do Bairro São José e do Catanduvas, o Ginásio Poliesportivo do Colégio Estadual Lima Rebelo e a fachada do Condomínio Esplanada da Estação.

A obra prossegue com a crônica Fragmentos, do advogado Paulo de Tarso Mendes de Souza, seguida pela crítica feita pela professora Letícia Fraga do romance Bandeirantes: Os Comandos da Morte, de Assis Brasil. Haroldo Amorim Rego relembra as histórias de Mané Rosa, conhecido seu, memorialista oral, analfabeto, contador de histórias.

Lauro de Andrade Correia retorna com um artigo dedicado à história de conhecidas famílias e figuras da cidade de Sobral – CE, abordando também aspectos históricos da cidade, além de citar vários autores que trabalharam suas genealogias, diretamente atreladas à história da própria cidade de Parnaíba.

Embasado em robusta bibliografia, Marc Theophile Jacob trabalha o poder em seu artigo, analisando como o termo andou ao longo dos tempos, desde à Idade Média, citando grandes hegemonias passadas como o Japão e Portugal, além de citar várias obras que abordam o conceito sob os mais variados aspectos, tratando, por fim, como se dá essa relação nos dias atuais.

Em Poesia Parnaibana – Poetas Vivos, o trabalho traz algumas obras em verso de grandes nomes do cenário poético local, como Onde Estão Teus Filhos, de Anchieta Mendes; Vida In Vitro, de Elmar Carvalho; Viageiro, de Israel Correia; Balada do Motoqueiro, de Alcenor Candeira Filho; Silêncio, de Wilton Porto; Antimusa, de Ednólia Fontenele; Indyo, de Zezo Carvalho, Canção do Vaivém; de Edmeé Pires de Castro; Pisando em Ovos, de Danilo de Melo Souza; Sentimentos, de Paulo Couto, Éden, de Jorge Carvalho; Viração, de Pádua Santos; e Saudade Infinda, de Chagas Rodrigues.

O Discurso Que Não Proferi, o saudoso acadêmico Antero Cardoso Filho saudou o novel acadêmico da APAL Francisco de Assis Moraes Souza, aproveitando o ensejo para abordar aspectos da história de Parnaíba.

O escritor João Evangelista relata em seu texto, que segue o Almanaque, passagens sobre a gameleira que cobre o túmulo da poetisa Luíza Amélia, o cajueiro de Humberto de Campos e a Casa Grande de Simplício Dias, importantes monumentos da história da cidade de Parnaíba e do Piauí. Em seguida, a jornalista Sólima Genuína abrilhanta a obra com seu poema Comunhão Universal.

No texto Capitão, Corra, o saudoso Rubem Freitas relata uma famosa contenda de caráter político ocorrido em Parnaíba em plena Ditadura Civil-militar. Raimundo Neves Marques prossegue com seu texto Raimundo Dias da Silva, irmão de Simplício Dias, que fora assassinado em abril de 1812, trazendo esclarecimentos históricos no intuito de dispersar lendas sobre o assunto.

Em A Saúde Pública no Brasil e o SUS, o médico Valdir Edson Soares faz um traçado histórico sobre essa área do conhecimento no Brasil, desde a criação do Ministério (1953), passando pela articulação de vários programas de nível regional, até a implementação legal definitiva do Sistema Único de Saúde, em 1990.

As últimas páginas da obra são dedicadas aos anúncios, trazendo um pouco do trabalho realizado pelo SESC, trazendo também variadas fotos de vários pontos da entidade nos municípios do Piauí. O que se segue é breve histórico da Cooperativa Delta, anunciando logo em seguida a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora de Fátima Ltda.

As páginas seguintes são dedicadas à organização da própria APAL, trazendo o quadro da Diretoria que geriu a entidade entre 1999 e 2001, além do quadro de acadêmicos de até então.

Como já de costume dos almanaques anteriores, as biografias de dois patronos foram pormenorizadas, sendo eles Alarico da Cunha (cadeira n° 05) e Benedicto Jonas Correia (cadeira n° 06). E, por último, de autoria do saudoso prof. Iweltman Mendes, o Anuário Parnaibano de 1995 fecha a obra, com a ficha completa dos aspectos da cidade na época, destrinchada em detalhes pelo estudioso.

Jailson Júnior

  • Texto publicado originalmente na edição 166 de O Piaguí, em março de 2022.

ALZENIRA CARVALHO DO VAL – Nota de Pesar

É com profundo sentimento de pesar que a Academia Parnaibana de Letras – APAL, solidariza-se com amigos e familiares da sra. Alzenira Carvalho do Val, pela dor e tristeza do seu falecimento ocorrido hoje, 15 de junho, nesta cidade de Parnaíba – PI.

Natural de Buriti dos Lopes, a senhora Alzenira Carvalho Val era a irmã mais velha do presidente desta Casa, escritor e jornalista José Luiz de Carvalho. Viúva de Candido Laurindo do Val, faleceu aos 94 anos de idade. O casal residiu em Parnaíba por mais de 70 anos e tiveram os seguintes filhos:

Laurindo, aposentado do Banco do Brasil e  Maria da Conceição conhecida como Maricota do Banco do Brasil, já falecidos; Lucia de Fátima(professora), Cândido Junior( aposentado do Banco do Brasil), Alzenira Filha(professora), Bernardo José (Policial Rodoviário Federal aposentado) e Aderson Carvalho Val também do Banco do Brasil..

Aos membros da família Carvalho do Val, em especial ao confrade José Luiz de Carvalho os profundos sentimentos de pesar de todos os membros deste sodalício .

Parnaíba, 15 de julho de 2022

Antonio Gallas Pimentel

Presidente em exercício

Memória Almanaque, por Jailson Júnior (Edição 65, de 1998)

O Almanaque da Parnaíba do ano de 1998 foi o de n° 65 da história do periódico e o quinto lançado sob a égide da Academia Parnaibana de Letras. O conselho editorial continuou a cargo da equipe que esteve na vanguarda da organização das edições anteriores (os acadêmicos Lauro Andrade Correia, Alcenor Candeira Filho, Israel José Nunes Correia e Fernando Basto Ferraz, e o anterior curador e detentor dos direitos da obra, o professor Manoel Domingos Neto).

Mais uma vez, contou com o apoio da Gráfica e Editora da Universidade Federal do Piauí (UFPI), além do suporte dado pela então gestão da Prefeitura Municipal de Parnaíba (PMP). Na capa daquela edição, o imponente monumento construído no Centro Cívico de Parnaíba (com foto de autoria de José Souza), e, na contracapa, trouxe um pouco da beleza das dunas do litoral parnaibano, com foto da Lagoa do Portinho, à época (com foto de autoria de Antônio Vieira Filho).

Após breve apresentação e índice, a primeira matéria trazida foi sobre o Centro Cívico de Parnaíba. Localizado no centro da cidade, o texto traz todos os detalhes que constituíram a obra, desde a idealização, feita por Lauro Correia em 1963, até à autorização, dada pela Lei Municipal n° 303, de 14 de agosto de 1964, seguido da construção (ocorrida nos anos de 1965 e 1966) até sua inauguração, em 7 de setembro de 1966. O texto traz também o responsável pelo projeto, o arquiteto Regis de Athayde Couto, além de muitos detalhes pertinentes ao monumento.

Logo após, o então prefeito, Antônio José de Moraes Souza Filho, trouxe seu discurso de lançamento do Almanaque da Parnaíba do ano anterior, 1997, edição 64. Em VIEIRA E A ORATÓRIA DO SEISCENTOS, o professor universitário e escritor M. Paulo Nunes aborda um pouco da biografia do Pe. Antônio Vieira, o mais importante nome da prosa barroca brasileira.

Como foi de praxe das edições anteriores, o acadêmico Assis Brasil abrilhanta a obra com seu conto TRISTESSE, seguido pelo professor Francisco Filho, que aborda em seu artigo TRAJETÓRIA DO MERCOSUL os embriões que deram origem ao mais importante bloco econômico da América Latina, além de breve histórico e aspectos relevantes como o processo de formação, a estrutura institucional, a união aduaneira, os acordos feitos com Chile e Bolívia, o tamanho do bloco, finalizando com três anexos referentes aos temas citados no corpo do texto.

Elmar Carvalho saudou o poeta H. Dobal, que, em 14 de novembro de 1997, recebeu o título de Cidadão Campomaiorense, na sede da Câmara Municipal de Campo Maior, o palácio Jenipapo. Em DOIS VOCÁBULOS, a saudosa Edmeé Rego Pires de Castro trata sobre a etimologia das palavras Almanaque (trazendo também breve histórico sobre alguns Almanaques ao redor do Brasil) e Parnaíba, fazendo também breve percurso histórico sobre a cidade, abordando temas ainda hoje em voga como o turismo, a economia, o desenvolvimento educacional, os meios de comunicação, entre outros. O texto data de 23 de janeiro de 1998.

A série Memória Fotográfica, assim como nas edições anteriores, traz imagens de uma Parnaíba de outrora, trazendo imagens da Praça Coronel Jonas Correia, da Praça Santo Antônio, da Rua Josias Moraes, da Vila Jonas, do Mercado de Frutas, da Arquibancada do Parnaíba Sport Club, da Praça da Graça, e, mais uma vez, da Praça de Santo Antônio. Todas as fotos foram retiradas e reproduzidas da edição de n° 17 do Almanaque, ao ano de 1940.

Logo a seguir, o conto O AGRADO, de Magalhães da Costa, retorna a obra ao aspecto literário, abordando uma passagem do coronel Trajano de Brito Pessoa, o coronel Tra, com ambientação na freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Piracuruca.
Em JOSÉ PIRES E O SOBRINHO, Luiz G. F. Menezes, em crônica, traz uma passagem sobre o garoto Luiz, sobrinho do professor e culto José Pires de Lima Rebelo. A passagem traz uma viagem que fizeram de Campo Maior à Parnaíba, tendo, no caminho, contato com as histórias de fundação de Piracuruca, Piripiri, além da Batalha do Jenipapo, até a chegada aqui na cidade.

Em NATAL ONTEM! NATAL HOJE! a professora e acadêmica Lígia Ferraz relata a sua visão sobre a tradicional festa cristã que celebra o nascimento de Jesus Cristo, ao mesmo tempo em que retorna ao passado através de suas memórias, vividas na cidade de Oeiras, onde nasceu. Quem segue o curso da obra é Benjamim Santos, filho de Bembém, fundador do Almanaque, que em seu poema

ROMANCE DE MORTE DE DONA MARIA CAROLINA THOMÁSIA DE SEIXAS DIAS E SILVA (cujo nome escrito em sua lápide na catedral de Nossa Senhora da Graça é Carolina Thomazia Dias de Seixas e Miranda), narra, em primeira pessoa, o assassinato da filha de Simplício Dias da Silva, de autoria de um escravizado da família, de nome Aleixo, em 27 de agosto de 1850.

Em O DESAFIO DA ETERNIDADE, o saudoso professor Iweltman Mendes comenta sobre o dia em que recebeu a notícia do falecimento do Dr. Cândido Athayde, chamado pelo próprio Mendes no texto de David de Tutoia, frente à morte, a qual venceu tantas vezes, na sua condição de médico. Em VAMOS ESCREVER NA AREIA?, Heitor Castelo Branco Filho, da Academia Piauiense de Letras (APL), rememora o prazer de ter conhecido Malba Tahan, pseudônimo de Júlio César Mello e Sousa, autor de clássicos da literatura brasileira como O HOMEM QUE CALCULAVA, MAKTUB, entre outros, com fortes influências da matemática e do mundo árabe em suas produções. No mesmo texto, Filho põe em evidência a história título de seu texto, que conta a história da amizade entre Nagib e Mussa, marcadas por acontecimentos que são verdadeiras lições de vida a todos.

Nesse momento, a obra adentra na seção POESIA PARNAIBANA – POETAS FALECIDOS, trazendo os textos SONETO LVII, de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, MIGUEL ÂNGELO, de Jonas da Silva, CONTRASTE, de Tomaz Catunda, O PARNAÍBA, de Oliveira Neto, COMPREENSÃO, de Vicente Araujo, RENATA, de Renato Castelo Branco e TESTAMENTO DE CACIQUE, de Paulo Veras.

Em REVOLUÇÃO SILENCIOSA, o professor Fernando Ferraz traz o fenômeno da globalização e a integração econômica entre as nações representada pelos blocos como MERCOSUL, NAFTA, PACTO ANDINO, ASEAN, ligando isso à atividade do SEBRAE com o fomento à atividade empresária e produtora. Cita ainda textos de Robert Kurz, Maristela Basso, Fernando Bessa, além do poeta piauiense H. Dobal. O referido texto foi proferido na solenidade de encerramento da 2ª turma da 1ª fase do SEBRAE IDEAL em Parnaíba, no mês de março de 1998.

Em NOSSO PARNAÍBA, o engenheiro Orfila Lima dos Santos traz um rico material sobre vários estudiosos que, ao longo das décadas, teceram trabalhos sobre o Velho Monge, citando nomes de vários desses estudiosos, além das obras escritas pelos citados sobre vários aspectos da estrada líquida mais célebre do Piauí, citando, ao final, iniciativas que poderiam ser implementadas para o melhor aproveitamento de suas águas.

O Almanaque da Parnaíba de 1998 segue com seis poemas do poeta Alcenor Candeira Filho, denominados SONETO INOMINADO, OUTRO SONETO INOMINADO, SONETO DOS QUARENTA ANOS, BURGUÊS, DÍVIDA e

TELEVISÃO. Lauro Correia segue com seu texto JUBILEU E BODAS, onde relata o antigo costume de se celebrar as diversas bodas durante a vida.

Em DIRETRIZES PARA O PLANEJAMENTO DE ÁREAS VERDES EM PARNAÍBA-PI, o arquiteto Régis de Athayde Couto relata seu projeto de arborização e aumento das áreas verdes da cidade, que à época contava com 0,50 m2 por habitante, longe da média ideal de 6,00 m2 por habitante. Na crônica ÓDIO E RANCOR, o saudoso jornalista Batista Leão reflete sobre esses dois sentimentos típicos da natureza humana.

A clássica coluna ENSAIO FOTOGRÁFICO traz algumas imagens terrestres e aéreas de pontos da cidade de Parnaíba, sendo eles a Av. Pinheiro Machado e a antiga UFPI (hoje UFDPar), a Ponte Simplício Dias e a PVP, o Bairro São José e a COBRASIL, o Cajueiro Humberto de Campos, a Igreja do Rosário, o prédio do Banco do Brasil, a Escola Normal Francisco Correia e o Terminal Rodoviário de Parnaíba.

Em SIMPLICIDADE, TEU NOME É MARIANO, o Dr. Carlos Araken relata breve biografia do médico amigo de seu pai, Dr. Mariano
Lucas de Sousa, relatando também a importância do médico para sua própria formação pessoal na Medicina.

Renato Neves Marques traz em seguida um texto que revela dados importantes sobre a CASA GRANDE DE SIMPLÍCIO DIAS, detalhes trazidos pelo autor em robusta pesquisa realizada em documentos idôneos, pertencentes a cartórios e arquivos públicos, principalmente os inventários de Simplício e seus descendentes, esclarecendo também dúvidas sobre a propriedade do suposto Vista Alegre, imóvel que pertenceu ao Coronel Miranda Osório, no Centro de Parnaíba (onde hoje é o Armazém Paraíba). Além disso, também trata do imóvel que existia entre a Casa Grande e a Catedral, que pertenceu ao irmão de Simplício, Raimundo Dias da Silva.

Em seguida, o professor Jorge Falcão Paredes trata sobre AS VIAGENS CIENTÍFICAS QUE ANTECEDERAM E SEGUIRAM O TRATADO DE TORDESILHAS (título do texto), descrevendo algumas das missões dos colonizadores ibéricos à América Pré-Colombiana, no movimento histórico conhecido com As Grandes Navegações, empreendidos principalmente por Portugal e Espanha.

João Evangelista Mendes da Rocha rememora e detalha quatro grandes projetos perseguidos pelo Piauí no último século: a plena navegabilidade do rio Parnaíba, a conclusão do porto de Luís Correia, a ligação férrea do litoral à Teresina e a barragem do rio Piracuruca, sejam eles concluídos, em conclusão, em desenvolvimento, ou sequer iniciados.

A obra segue com o discurso de posse do acadêmico José Wilson Ferreira Sobrinho na APAL, ocorrido no dia 19 de outubro de 1991, assumindo o mesmo a cadeira n° 2 da entidade. Logo em seguida, a série Parnárias traz textos ufânicos de Alarico da Cunha (O Centenário de Parnaíba), R. Petit (Terra Cabocla), Édson Cunha (Pedra do Sal), Alcenor Candeira Filho (Memorial da Cidade Amiga), Jorge Carvalho (Igara… Igaraçu… Igara a Pé), Elmar Carvalho (Marítima), Israel Correia (Parnaíba Apocalíptica), Doralice Craveiro de Carvalho (Porto das Barcas) e Anchieta Mendes (A Morte do Parnaíba).

A obra singra com o texto de Israel sobre os diversos conceitos científicos de gerência, sua função e sua importância, amparado em robusta bibliografia sobre o assunto. Em SANTO ANTONIO CASAMENTEIRO, Anchieta Mendes conta um pouco da origem do conhecido cânone, de origem portuguesa, contando, à partir daí, histórias, anedotas e uma cópia de uma ladainha proferida em nome dele, corroborando a relevância do santo para o folclore e religiosidade da legião de católicos ao redor do mundo.

Rubem Freitas, saudoso jornalista, comunicador, criador da Semana da Imprensa (1962), descreve a situação em que relatou a uma aluna a biografia do Deputado José Pinheiro Machado, de quem foi funcionário e amigo. Freitas detalha em seu texto os primeiros estudos, carreira, cargos e demais detalhes, tanto pessoais quanto memorialísticos da carreira de um dos políticos mais influentes da história do Piauí.

Sólima Genuína dos Santos retorna com o texto MENSAGEM DE ADEUS, contando a breve história de vida da educadora parnaibana Maria do Socorro Alencar. Em A ESCOLA QUE QUEREMOS, Wilton Porto faz um apanhado geral da instituição escola, da importância dos educadores para a sociedade, ao mesmo tempo em que faz um organizado material nos seguintes tópicos: Uma Escola de Qualidade, A Escola Necessária Para os Tempos Modernos, A Escola e o Seu Meio, Democracia nas Escolas, e por último, a conclusão.

O médico Valdir Edson Soares faz uma análise sobre o Cooperativismo Médico, surgido no Brasil em Santos, na segunda metade do século passado, embriões de órgãos como a UNIMED, UNIODONTO, UNICREDS e USIMEDS.

Logo em seguida, um detalhado histórico das origens do Serviço Social do Comércio (SESC), criado em 1946, a criação da primeira Delegacia em Teresina, logo após em Parnaíba (1948), além dos objetivos e da missão da entidade, de importância ímpar para o desenvolvimento e manutenção de diversos setores da sociedade piauiense e brasileira. Finaliza-se o conteúdo com sete fotos de pontos do SESC, sendo o CA Brasílio Machado Neto, em Parnaíba, o CA Roland Jacob, em Floriano, o Centro Integrado Cultural, em Teresina, o CR Ranulpho Torres Raposo, também em Parnaíba, e uma imagem do presidente do CR SESC à época, Lucimar Veiga de Almeida.

A próxima seção do Almanaque se dedica a anunciar as Clínicas Médicas de Parnaíba, importantes no desenvolvimento do setor de saúde da cidade, sendo elas a Pronto Clínica, a Clínica Armando Cajubá, a Pró-Médica, o Pronto Socorro 24 horas, a Endoanálises e a Centro-Clínica. Uma curiosidade interessante do texto é que traz breve histórico sobre as residências e os antigos donos de onde as entidades estavam (estão) situadas. Segue-se a matéria com as fotos das fachadas dos prédios das clínicas. As próximas páginas se dedicam a trazer anúncios particulares de cada uma das entidades citadas, finalizando com uma homenagem da UNIMED aos médicos.

A seguir, a obra traz o quadro da diretoria que dirigiu a APAL entre 01/08/1997 e 31/07/1999, além do quadro social da instituição em 01/08/1998, com as cadeiras e seus até então ocupantes. As próximas seis páginas se dedicam a contar as biografias dos patronos das cadeiras n° 3 e n° 4 da APAL, Benedito dos Santos Lima (criador do Almanaque) e Ademar Neves, respectivamente.

Nesse momento, a obra chega ao Memorial 21/1998 da APAL, dirigido ao já mencionado Orfila Lima dos Santos, que endereçou carta ao prefeito municipal de Parnaíba à época, contendo as assinaturas de 69 parnaibanos residentes no Rio de Janeiro, dentre outras coisas, solicitando a criação de um antigo sonho, o Centro Cultural 19 de outubro. No referido memorial, assinado pelos 16 acadêmicos que moravam na cidade na época, há citados 11 comentários acerca do teor da correspondência vinda do solo carioca, além de demais detalhes sobre as missões da APAL e o estado de funcionamento de algumas entidades ligadas ao setor cultural na época.

Em seguida, o saudoso professor Iweltman Mendes traz o Anuário Parnaibano de 1995, trazendo detalhes atualizados sobre a cidade, em todos os seus aspectos mais relevantes, seguido pela agenda de Realizações da Prefeitura de Parnaíba no ano de 1997, desenvolvidas na então gestão municipal.

Finalizando a edição, o Almanaque de Parnaíba traz o PLANO DE DESENVOLVIMENTO MACROECONÔMICO elaborado pelo professor emérito da UFPI e acadêmico Lauro Andrade Correia, que contemplava os municípios de Parnaíba, Luís Correia e Buriti dos Lopes com 12 propostas de obras que ampliarem o potencial de desenvolvimento em múltiplas áreas da região, além do PLANO DE DESENVOLVIMENTO MACROECONÔMICO INTEGRADO DO ESTADO DO PIAUÍ, com 11 propostas para desenvolver as diversas regiões do estado como um todo.

Jailson Júnior

  • Texto publicado originalmente na edição 163 de O Piaguí, em dezembro de 2021.

Memória Almanaque, por Jailson Júnior (Edição 64, de 1997).

Memória Almanaque – Edição n° 64 – 1997

Dando continuidade à nossa série Memória Almanaque, dessa vez analisaremos de forma sucinta a edição de 1997, a quarta editada sob a responsabilidade da Academia Parnaibana de Letras. Com a capa trazendo a vista aérea da cidade de Parnaíba em seu encontro com a cidade de Ilha Grande simbolizada pela ponte coronel Simplício Dias da Silva, além da parte de trás trazendo a foto da fachada da Academia na época, essa edição mais uma vez teve o apoio da Gráfica e Editora da UFPI, que também imprimiu os 3 volumes imediatamente anteriores. O Conselho Editorial da edição ficou a cargo dos acadêmicos Lauro Andrade Correia, Alcenor Candeira Filho, Manoel Domingos Neto, Israel José Nunes Correia e Fernando Basto Ferraz, contando também com o apoio da Prefeitura Municipal de Parnaíba.

Logo após breve apresentação e índice, a edição começa com o texto Descrições da Paisagem Parnaibana, onde são trazidos à tona três textos literários que muito bem descrevem o cenário parnaibano sob à sensível ótica de Humberto de Campos, em seu texto Morros, Renato Castelo Branco com o seu Descrição de Parnaíba e o Velho Cais, do enigmático Assis Brasil.

Em Parnaíba Mudou (Para Melhor), o então prefeito Antônio José de Moraes Souza Filho traz diretrizes sobre a filosofia adotada pela sua gestão à frente da cidade de Parnaíba em relação à gestão de recursos e serviços destinados à população.

No texto A Falsa Aceleração do Tempo, o professor Manoel Domingos reflete sobre a velocidade crescente das mudanças que estão ocorrendo na vida em sociedade, e como isso se materializa nas relações humanas, na relação entre sociedade e tradição, na política, nas comunicações, entre outros campos da vida.

Marc Jacob em Portugal e a Epopeia dos Descobrimentos analisa a saga do país lusitano à partir de 1494, quando deu início ao seu processo de expansão das fronteiras durante o fenômeno das Grandes Navegações, iniciado no início do século XV, com a colonização de partes da África, o “descobrimento do Brasil”, e as consequências dessa busca pelo Eldorado para a própria metrópole e suas futuras colônias.

Em professor Wall Ferraz: o Homem, o Político, o Administrador, o professor e jornalista Renato Bacellar traz uma breve biografia do notório prefeito de Teresina, desde a época da juventude, quando foi presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito, vereador (1955-1963), vice-prefeito (1963), Secretário Estadual de Educação (1971-1975), prefeito de Teresina (1975-1979), além de demais atuações como professor e homem público até sua partida, em 22 de março de 1995.

Mário dos Santos Carvalho é homenageado em Lembrança que Permanece, de João Maria Madeira Basto, cidadão parnaibano que atuou firmemente pelo futebol parnaibano, protestou contra a reforma que sofreu a Praça da Graça na década de 1970, sendo também poeta, escritor, além de amigo íntimo do autor, que o homenageou de forma simbólica na presente edição. Na sequência, a jornalista Sólima Genuína traz à tona seu veio sensível, mostrando força poética e leveza em seu poema Mistério do Ser.

A já conhecida série Memória Fotográfica traz um pouco da arquitetura clássica do Centro Histórico de Parnaíba, trazendo logradouros que abrigaram  conhecidos colégios da cidade de outrora, como o Ginásio Parnaibano (atual Colégio Miranda Osório, gerido pelo Sesc Piauí), o antigo prédio do Grupo Escolar Miranda Osório, o prédio do Grupo Escolar José Narciso, o prédio do Colégio Nossa Senhora das Graças (ainda em atividade), do Grupo Escolar Luíz Galhanoni (onde funciona atualmente o Centro Cultural de Línguas), o Instituto São Luiz Gonzaga, o Grupo Escolar João Cândido e a Escola Lima Rebelo, atual Colégio Estadual Lima Rebelo, sendo todas as imagens datadas do ano de 1940.

Em Plano de Desenvolvimento do Piauí, Lauro Correia, acadêmico e ex-prefeito, emite carta pública a diversas autoridades nacionais sobre a situação do estado e à época, a não inclusão do Piauí em diversos projetos de desenvolvimento regional. Pádua Ramos usa seu amplo conhecimento em Economia para buscar os problemas da escassez de emprego e renda no Nordeste, trazendo teorias consagrados de importantes teóricos a nível mundial como John M. Keynes, Eric Fromm, Ruy Barbosa, entre outros.

Anchieta Mendes homenageia um dos grandes homens que Parnaíba teve como filho, o diplomata Frederico de Castelo Branco Clark, desde seu nascimento, em 1887, seu ingresso na Diplomacia em 1908, a passagem por Paris, Genebra, Bolívia, Cuba, Suécia, Japão, entre outras cidades importantes a nível mundial, suas obras deixadas enquanto escritor até sua partida deste mundo no ano de 1971, também em Parnaíba.

Na cômica e reflexiva crônica Vai Já Apanhar…, Rubem Freitas, saudoso pioneiro da comunicação parnaibana e membro da APAL, relembra em uma divertida e irreverente crônica seu amigo e companheiro de trabalho Bernardino da Costa Souza, o Beré, ao mesmo tempo que reflete sobre o velho costume da compra e venda de votos no Brasil. Logo em seguida, o prof. Jorge Falcão Paredes reflete sobre o prognóstico de um Brasil melhor, mas que ainda padece de males como o coronelismo moderno, a falta de instrução da população, a corrupção, entre outros males sociais ainda persistentes e bastante atuais.

O histórico dilema entre ciência e religião, questões éticas, morais, filosóficas, jurídicas, dentre outras, são trazidas pelo professor da UFMG José Wilson Ferreira Sobrinho em seu artigo intitulado A Clonagem de Seres Humanos. O referido tema, altamente em voga no ano de 1997 com a clonagem da ovelha Dolly, serviu de plano de fundo para um texto que caminha por visões múltiplas, abordando várias áreas do conhecimento humano.

O Almanaque também dedica parte de suas páginas a escritores a literatos já saudosos, na seção Poesia Parnaibana – Poetas Falecidos. Na primeira da edição n° 64, temos o Soneto LXVI, de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, Barro Amarelo, de Jonas da Silva, A Virtude Maior, de Alarico da Cunha, Qual dos dois?, de R. Petit, Estância do Amor, de Oliveira Neto, O Terceiro Milênio, de Renato Castelo Branco, Paisagem Natalina, de Fonseca Mendes, Passeio Pela Via Láctea, de Virgínia Lombardi e Aos Quase Trinta, de Paulo Veras.

Fernando Ferraz traça possíveis caminhos que poderiam ser tomados para a melhoria da qualidade de vida da população em Alternativas para Parnaíba, como o melhoramento de serviços públicos, o incentivo à vinda de indústrias e empresas é até mesmo a criação de um Parque Ecológico, aumentando a quantidade de área verde presente na parte urbana da cidade.

Em uma visão metalinguística da própria obra, o poeta Alcenor Candeira Filho faz uma análise sobre as propagandas veiculadas nos Almanaques da Parnaíba das décadas anteriores, em um tempo onde não havia ainda rádio e televisão, destacando a importância desses registros para a posteridade, havendo também a reprodução de alguns desse anúncios em anexo, finalizando com seu poema Soneto Fluvial.

Renato Neves Marques prossegue com o seu discurso de posse na cadeira n° 4 da APAL, proferido em 24 de agosto de 1996, seguido pelo jornalista Batista Leão, que relembra uma crônica escrita em 29 de março de 1977, falando sobre um Brasil já devastado por marasmos sociais de toda sorte, não muito diferente do Brasil logo após 20 anos da referida reflexão.

Em Parnaíba e a Nossa História, Orfila Lima dos Santos detalha ações ocorridas em solo parnaibano, desde as ações do empresário João Carlos Diniz, até a vinda de Domingos Dias da Silva, a consolidação do império de exportação continuado por seu filho Raimundo e principalmente por Simplício Dias da Silva, importante político e empresário que participou ativamente do movimento de independência do Brasil que ocorrera em solo parnaibano em 19 de outubro de 1822.

Em Ave, Brasília!, Fernando Ponte homenageia a capital do Brasil, dedicando o poema também ao amigo Dr. José Adirson Vasconcelos. Em mais uma sessão de imagens, dessa vez intitulada Ensaio Fotográfico, são mostradas várias fotografias de pontos importantes da cidade, tais como a Avenida Álvaro Mendes, o Colégio Diocesano Luiz Gonzaga, o campus universitário da UESPI, o Centro Desportivo Dirceu Arcoverde (Verdinho), a Igreja São Sebastião, a Avenida Coronel Lucas Correia e o Cemitério da Igualdade.

Com sua análise acurada da realidade, o inesquecível Assis Brasil brindou a edição de 1997 com a crônica Os Banhos de Lindalva, retratando uma cidade preconceituosa de décadas anteriores, situada na beira da outrora estrada líquida do Delta. Brasil ainda teria logo em seguida sua obra “Jeová dentro do judaísmo e do cristianismo: sonâmbulos e cegos nas vias tortuosas para a volta ao Paraíso”, editada pela Imago e publicada naquele mesmo ano pelo escritor e crítico literário Jorge Serra, que fez uma análise sobre os pormenores e dos temas que Brasil traz em sua obra.

Em Parnaíba – Velhos Tempos, Belos dias, Paulo Vinicius Madeira Basto relembra a cidade de sua infância, das décadas de 1950 e 1960, citando diversos logradouros da cidade e como era a vida naquela época, ainda embrionária em relação à modernidade da época.

O professor Francisco Pereira Filho em Internautas na Internet reflete sobre a rede mundial de computadores e suas possíveis implicações na vida da humanidade, além de elencar diversas possibilidades que ela já oferecia naquele momento. Em seguida, o historiador Adirson Vasconcelos, já homenageado na mesma edição em poema publicado anteriormente, contribui com o seu poema Exaltação à Brasília, em alusão ao 37° aniversário que a cidade celebrou naquele ano. 

O poeta Wilton Porto relembra um visceral amor da juventude vivido em viagem feita a São Paulo no ano de 1978, durante o mês de Carnaval, terminando o texto com dois poemas, seguido por Lígia Ferraz, trazendo a crônica Desabafo, que retrata a trajetória do casal Severo e Marlene.

Na seção Parnárias, poetas consagrados da literatura local nos brindam com seus textos, sendo os poemas Praça da Graça, de Anchieta Mendes, Bar do Gago, de Alcenor Candeira, Salve São João, de Jorge Carvalho, Multiplicação da Miséria, de Pádua Santos, Paisagem Marinha, de Elmar Carvalho, S. O. S., de Fernando Ferraz e Porto das Barcas, de Carlos Marinho.

A obra prossegue com o discurso do escritor Israel Correia, integrante do Conselho Editorial e que naquele ano assumiu o cargo de diretor do Campus da UFPI em Parnaíba, Ministro Reis Velloso, proferido em 19 de março de 1997. Em Esperança, a saudosa Edmeé Rego Pires de Castro reflete sobre esse que é o motor da humanidade, a crença em dias melhores, baseada em suas experiências próprias e suas leituras.

O Casamento do Futuro Visconde, do escritor Luís G. F. Menezes, relata de forma histórico-romântica o casamento de Né de Sousa (Manuel de Sousa Martins), que mais tarde se tornaria o Visconde da Parnaíba, ao mesmo tempo que dá um breve prelúdio sobre as origens da cidade de Oeiras, primeira capital do Piauí.

A célebre obra Rosa dos Ventos Gerais, do campomaiorense e imortal da APAL e da APL Elmar Carvalho é objeto de resenha crítica da leitora Teresinha Queiroz, que aborda aspectos líricos do Magnum Opus de Carvalho.

O advogado Paulo de Tarso Mendes de Souza toma emprestado o título da obra que inaugura o Naturalismo na literatura mundial (Germinal, do escritor francês Émile Zola) para homenagear em um texto emocionado e de rara beleza poética os trabalhadores sem-terra e todos aqueles que ao longo da história do Brasil, tiveram seus direitos sequestrados e padeceram sob uma pretensão utópica e distante de uma justa Reforma Agrária.

Em Observações Sobre o Piauí, o pesquisador, sociólogo e demógrafo Olavo Ivanhoé de Brito Bacellar sintetiza, em detalhada análise teórica e numérica as causas do atraso e do subdesenvolvimento do estado, elencando diversos dados que fundamentam sua tese, além de oferecer sugestões sobre como tais problemas poderiam ser atenuados ou mesmo solucionados.

Em Informática e Saúde, o médico Valdir Edson Soares destaca as várias benesses da Informática da vida em sociedade, dando enfoque no uso que a tecnologia tem sido e pode vir ser a usada para avanço também da Medicina, tanto a nível nacional, quanto regional e por último local.

As últimas páginas da edição n° 64 se dedicam a divulgar várias instituições importantes do desenvolvimento do Piauí, com breve histórico, objetivos e metas, sendo elas o SESC – Administração Regional do Piauí, a E. M. Santos Agroindústria Comércio LTDA, qualificada na produção de pasteurizados, entre eles o famoso Leite Longá, a Santos Indústria e Comércio Ltda., dedicada ao ramo dos combustíveis e demais produtos derivados do petróleo para uso automotivo e a Unimed Parnaíba, elencando também sua primeira diretoria local.

Na seção Patronos da APAL há 4 páginas, as duas primeiras destinadas ao patrono da cadeira n° 1 do silogeu, José Pires de Lima Rebelo e as outras duas ao patrono da cadeira n°2, Edison Cunha.

E por fim, concretizando a edição do Almanaque ora esmiuçada, o professor Lauro Correia retorna, dessa vez apresentando dois documentos de sua autoria, o primeiro intitulado Plano de Desenvolvimento Macro-Econômico – (Síntese) e o segundo denominado Plano de Desenvolvimento Macro-Econômico Integrado do Estado do Piauí – (Síntese).

Jailson Júnior

  • Texto publicado originalmente na edição 159 de O Piaguí, em agosto de 2021.

Memória Almanaque, por Jailson Júnior (Edição 63, de 1996).

ALMANAQUE N° 63 – 1996

Na edição 63 do Almanaque da Parnaíba, a qualidade e a riqueza de conteúdo se mantiveram como os objetos de desejo da equipe do Conselho Editorial, que foi a mesma das duas edições anteriores. O anuário da cidade de Parnaíba continuou contando com o apoio da Prefeitura e da Universidade Federal do Piauí (UFPI), contando com as fotos antigas do acervo particular da Fundação Raul Bacelar e as mais atuais do acervo do acadêmico Danilo Melo Souza. A capa privilegiou o emblemático Cajueiro Humberto de Campos, amigo de infância do inesquecível filho de Miritiba, que viveu em Parnaíba, e na capa de trás, a histórica Santa Casa de Misericórdia de Parnaíba, ambos completando naquele ano um centenário de existência.

A obra já se inicia com a crônica “Um amigo de infância”, capítulo do livro Memórias, de Humberto de Campos, que imortalizou o “cajueiro mais famoso da literatura brasileira”. Plantado no ano de 1896, a árvore gozava de seus frondosos 100 anos em 1996, e foi para sempre guardada na memória do terceiro ocupante da cadeira 20 da Academia Brasileira de Letras. Em seguida, Assis Brasil relata em seu conto “A Receita” a saga da jovem Maria do Socorro, costureira que buscava comprar em alguma das diversas farmácias de seu bairro vários remédios que lera em um romance com a “esperança” de fazer um veneno para encurtar sua pobre vida já minada pela avançada tuberculose. No artigo “Missão cumprida”, o então prefeito José Hamilton Furtado Castelo Branco faz várias observações sobre a cidade e as conquistas provenientes de seu mandato, que se encerrou ao fim daquele corrente ano.

Em “A paisagem física e espiritual da Parnaíba – página de saudade”, o metafísico Pádua Ramos contribui para a edição com o texto proferido no lançamento do livro Estórias de uma Cidade Muito Amada, do saudoso médico e escritor Carlos Araken, ocorrido em agosto de 1995 na sede do Náutico Atlético Clube, em Fortaleza. No texto “Cuba resistirá?”, o professor Manoel Domingos Neto faz uma análise apurada da ilha localizada na América Central, que depois da Revolução de 1959, adotou/adota o sistema socialista de mercado como predominante até hoje. Domingos Neto analisa os prós, os contras, as sucessivas crises, a forte oposição norte-americana, o apoio recebido da URSS até sua dissolução em 1991 e parâmetros para o futuro do país. O professor e jornalista Renato Araribóia Bacelar faz alusão ao já mencionado centenário do célebre Hospital Santa Casa de Parnaíba, registrado em 26 de abril de 1996, como consta em sua fachada. Fazendo um breve histórico sobre os anos de existência do prédio, Bacelar também menciona a escritora parnaibana e professora Maria da Penha Fonte e Silva e suas referências ao lugar, citando também diversas pessoas que ao longo da história, ajudaram a construir o legado da instituição.

Em “Mesmo vivendo…” o saudoso jornalista Batista Leão reflete sobre a vida, seus desdobramentos, dilemas e problemas, e em como podemos refletir sobre ela e suas particularidades, citando o poema de sua autoria Saudade e Amor. Na galeria de imagens intitulada “Memórias Fotográficas”, temos oito imagens referentes a prédios ainda existentes no cenário histórico de Parnaíba como o prédio da Santa Casa de Misericórdia, do Cine Teatro Éden, da União Caixeiral e da firma Morais e Cia, e os prédios da Administração Parnaibana e do Banco do Brasil, ambos já demolidos, atualmente com novas edificações em seu lugar.

Seguindo a senda literária, o próximo texto é o discurso de recepção proferido quando o poeta Alcenor Candeira assumiu a cadeira de n° 06 da APAL pelo escritor M. Paulo Nunes. A saudosa acadêmica Edmeé Rego Pires de Castro segue com um minucioso texto sobre o Delta do Parnaíba, desde sua definição, passeando por detalhes geográficos indo até o processo de ocupação da região pelo movimento pecuarista que desbravou o atual território do Piauí, trazendo também croquis da região do Delta produzidos no início do século XX, concluindo com o movimento Ecoturista no qual a região está até hoje se especializando.

João Evangelista Mendes da Rocha relembra em um texto memorialístico o Dr. Luiz Correia, homem culto e profícuo de seu tempo, poeta, magistrado, orador e político, nascido em Amarração, cidade que hoje leva seu nome, amigo de casa, íntimo de seu pai e que o auxiliou a viver na capital cearense dos anos 1930. Em “Ações ambientais em Parnaíba”, o professor e acadêmico Francisco Filho relata o trabalho feito pela então gestão municipal, criadora da Secretaria de Turismo e Meio Ambiente, que geriu a cidade entre 1993 e 1996, sendo o autor do texto o primeiro a ocupar o Departamento de Meio Ambiente, trazendo de forma detalhada o que ocorreram de atividades em cada um dos anos de mandato (1993, 1994, 1995 e 1996).

O Dr. Cândido Athayde, em “Parnaíba merece”, traz a importância da preservação da história e da memória de Parnaíba com a criação da Secretaria de Cultura, trazendo também breve histórico da ocupação e das influências europeias nos costumes, na língua, na história e na arquitetura da cidade. Dona Lígia Ferraz representa o universo feminino ao escrever um texto homenageando as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher, citando prodigiosas mulheres da época como Carlota Freitas de Queiroz e Hortênsia Mendes. Na galeria “Poesia parnaibana”, poemas de cânones de nossa literatura local são lembrados: Ode, de Ovídio Saraiva, Ausência Eterna, de Luiza Amélia de Queirós Brandão, Anátema, de Jonas da Silva, Meus Oitentões, de Alarico da Cunha, Nortadas, de R. Petit, Olho D’água da Ilha, de Thomaz Catunda, O Flamboyant, de Oliveira Neto, Em Memória de Clarice Lispector, de Paulo Veras, e Caminheiro, de Renato Castelo Branco.

Lauro Correia contribuiu para o Almanaque de 1996 com o seu discurso “União desmembramento do estado do Piauí”, proferido em Simpósio na presença de autoridades, juízes e desembargadores naquele ano. No texto, Correia faz um apanhado histórico de todos os projetos que o Brasil já teve para compor a divisão de sua extensa composição geográfica, afunilando para os projetos que o Piauí também já teve para tal intento. Em “Um novo corifeu das letras”, Cláudio de Albuquerque Bastos faz alusão a algumas obras historiográficas da Literatura Piauiense, como Literatura Piauiense – Escorço Histórico (1937) de João Pinheiro, Visão Histórica da Literatura Piauiense, de Herculano Moraes (1976, 1982 e 1991), dando específico destaque ao Dicionário Biográfico – Escritores Piauienses de Todos os Tempos (1993) do escritor Adrião Neto.

O poeta Alcenor Candeira traz em sua produção aspectos sobre a fundação da literatura parnaibana, citando como marco inicial o livro Poemas, de Ovídio Saraiva, lançado no longínquo ano de 1808, trazendo pensamentos e divergências existentes sobre os reais marcos iniciais da literatura parnaibana e também da brasileira. Vitor de Athayde Couto traz em seguida três capítulos de seu livro Ushtar, intitulados “Kaeri-mona”, “Amecari” e “Lud”. Em “Uma cidade com história para contar”, o então secretário de cultura Danilo de Melo Souza faz um passeio sobre as origens do que é hoje a cidade de Parnaíba. Complementa ainda a série Benjamim Santos com a crônica “Os Banhistas” e em “Um pé de valsa chamado João”, o saudoso médico Carlos Araken homenageia uma das grandes figuras de Parnaíba, o médico Dr. João Tavares da Silva Filho.

Em “Ensaio fotográfico”, vários pontos da cidade são mostrados, sendo eles a Praça da Graça, a Av. Presidente Vargas, a Praça Santo Antônio, a Capitania dos Portos, o cais da Marinha do Brasil, o Balão da Guarita e a Av. Pinheiro Machado.

Em “A Morte”, o advogado Paulo de Tarso traceja de forma real, mas ao mesmo tempo poética o mal irremediável que a todos os vivos acomete. Em “Saudação ao professor emérito Lauro Correia”, novamente o poeta Alcenor Candeira utiliza sua cunhagem particular de palavras para homenagear o atual decano da Academia Parnaibana de Letras, quando convidado pelo então reitor da UFPI, Charles Camilo da Silveira, para o proferir no evento que o contemplou com o título de professor emérito daquela instituição. Pádua Santos, em seu conto “Hipócrates, hipócrita”, conta a história de um jovem acometido por uma doença até então misteriosa e desconhecida, que morre antes do Carnaval. O saudoso poeta Jorge Carvalho completa com seu poema crítico Escravos de “Job”.

O poeta Elmar Carvalho, em seu artigo “Mestre Ageu – mago ou demiurgo?”, homenageia o funcionário público da extinta SUCAM e premiado escultor Ageu Alves de Melo. Paulo Vinícius Madeira Basto em “A Música em Parnaíba” faz um trajeto pelos eventos musicais na cidade de 1958 até aquela data, destacando momentos de grandes intérpretes da música brasileira até a criação e disseminação de bandas locais, tendo ele mesmo participado como baterista em um dos grupos da época, denominado Os Bárbaros.

Em “Palavras que eu já deveria ter dito a meu pai”, Wilton Porto homenageia seu genitor pelo aniversário de 70 anos de idade em uma crônica, citando a própria experiência em ser pai, compreendida, segundo ele, somente quando se passa a ser um.

Na série “Parnárias”, oito poemas homenageiam a Princesa do Igaraçu, sendo os textos Progressos, de Lívio Castelo Branco, Faróis, de Jonas da Silva, Parnaíba, de Francisco Ayres, Rio Igaraçu, de V. de Araujo, Um Rio, de Zezo Carvalho, Soneto Fluvial, de Alcenor Candeira Filho, Mar(ulho) no Tabocal, de Elmar Carvalho, e O Éden, do já citado poeta Jorge Carvalho.

Israel Correia traça os planos da “Gestão estratégica da UFPI”, título de seu texto, apoiado em robusta literatura teórica e Filosofia. Fernando Ferraz, em “Tabuleiros litorâneos de Parnaíba”, detalha o ousado projeto de instalação da indústria de fomento que veio com o objetivo de alavancar a produção de alimentos na região. Rubem Freitas usa de seu humor apurado para descrever, em um misto de ficção e realidade, a sua Tutóia da infância e da sua juventude, em crônica intitulada “Tá doida, tá doida, tá doida…”.

Em mais um texto alusivo aos 100 anos da Santa Casa de Misericórdia de Parnaíba, o acadêmico Renato Neves Marques retoma de forma fiel desde o início de onde se tem documentado o movimento de busca por serviços de saúde na então vila e depois cidade de Parnaíba, até a criação da Santa Casa, mais uma entre tantas em nosso país, construída para atender as necessidades da população de nossa região, citando colaboradores, doadores, mesas administrativas, médicos que atenderam no prédio, entre outros personagens muito importantes na construção dessa instituição importantíssima na história de Parnaíba e do Piauí, pesquisa feita de forma bastante detalhada, analítica, ancorada em robusta bibliografia disponível.

Em “Conselheiro Saraiva, baiano e piauiense”, Orfila Lima dos Santos homenageia aquele que em 1850 se tornou o Presidente da Província do Piauí, durante o período do Segundo Reinado (1840-1889), detalhando em seu artigo vida e obra desse “ilustre brasileiro”, que, após seu mandato, findado em 1852, exerceu vários cargos de nível político pelo Brasil, mas que durante seus dois anos de gestão intermediou os trâmites para a transferência da capital da província para o município de Poti, às margens do rio de mesmo nome, atual cidade de Teresina. Em seguida, a jornalista Sólima Genuína dos Santos faz uma imagética sobre a importância da alegria na crônica “A apologia do riso”.

Em “Diagnóstico de saúde de Parnaíba”, o médico Valdir Edson Soares faz uma análise numérica detalhada de Parnaíba daquela época, com dados do total da população, suas caraterísticas, mortalidade infantil e adulta, quantidade de pessoas a aspectos básicos de saneamento básico, além de dados de infecções de animais em relação a doenças endêmicas e unidades de saúde básicas e hospitais disponíveis até então.

Logo após, há um histórico da Unimed em Parnaíba, com a equipe de direção fundadora da filial na cidade, além de considerações a respeito do compromisso da empresa com o povo parnaibano. Segue-se com o histórico do Serviço Social do Comércio (SESC), com sua origem no Brasil, iniciado em 1945 e oficializado em 1946 pelo decreto-lei n° 9.853, além de sua vinda para o Piauí, no ano de 1948, com a instalação de uma Delegacia em Teresina, vindo a implantar sua primeira Administração Regional no estado em 1954, em Parnaíba. Logo após, segue breve histórico de fundação e atividades da Cooperativa Agropecuária do Baixo Parnaíba Ltda. (Cooperativa Delta).

Seguindo o Almanaque, das páginas 253 a 256 têm-se o quadro social da APAL daquele ano, que ainda contava com 35 assentos, detalhando seus patronos e ocupantes, e finalizando a obra, como de praxe, com o “Anuário parnaibano de 1995”, de autoria e organização do saudoso acadêmico, político e professor Iweltman Mendes, trazendo a ficha técnica da cidade durante o ano anterior.

Jailson Júnior

  • Texto publicado originalmente na edição 156 de O Piaguí, em maio de 2021.

ANA SARAH MACHADO

Foto Blog do Pessoa

A cidade de Parnaíba recebeu com profundo pesar na noite da segunda-feira a triste notícia do falecimento da  jovem Ana Sarah Machado,  ocorrido em São Paulo.

Ana Sarah,  filha de Nilda Machado e Carlos Edaurdo Gentil, neta do casal Virgílio Neres Machado (já falecido) e Elzeny Machado.  

            Ana Sarah  era advogada e bastante estimada em Parnaíba, assim como todos os membros da família. Estava em São Paulo em tratamento de saúde. Na data de ontem, 20, segundo informações a jovem foi submetida a uma intervenção cirúrgica vindo a falecer durante o ato.

            A cidade de Parnaíba ficou de luto!! A sociedade, empresários, instituições de classe, todos, enfim, manifestaram solidariedade  e apoio à família enlutada, inclusive a Academia Parnaibana de letras com a seguinte nota: 

ACADEMIA PARNAIBANA DE LETRAS

CASA DE JOÃO CÂNDIDO 

NOTA DE PESAR

        A Academia Parnaibana de Letras lamenta profundamente o falecimento prematuro da jovem Ana Sarah Machado ocorrido na noite de segunda-feira, dia 20,  em São Paulo -SP e envia votos de pesar  à família  enlutada ao tempo em que roga ao Deus Criador que a receba na Santa Glória Eterna.

        A família Machado, composta por empresários parnaibanos, sempre apoiou as ações da Academia Parnaibana de Letras, portanto, nessa hora de tristeza e dor, temos o dever de manifestar nosso apoio espiritual.

Parnaíba (PI), 21 de junho de 2022.

Antonio Gallas Pimentel

Presidente em Exercício