SABEDORIA DA CORUJA

MARIA DILMA PONTE DE BRTO
ACADEMIA PARNAIBANA DE LETRAS=APAL CADEIRA 28
PATRONO LÍVIO LOPES CASTELO BRANCO
1º OCUPANTE HUMBERTO TELES MACHADO DE SOUSA

Era uma vez uma linda floresta onde havia riachos e bichinhos de todas as espécies. Ela era mais verde do que todas as outras do universo. As águas dos riachos limpas, transparentes e gostosas. Os bichinhos lindos, unidos e amigos.

          Uma vez por semestre eles organizavam uma linda festa. Começavam a fazer os docinhos, pães de queijo, balas, bolos tudo muito cedo para não faltar nada. Mesmo assim no dia, nada dava certo. Os docinhos sumiam, os pães de queijo apareciam ruídos, o restante da comida com um cheiro ruim, o ambiente com folhas no chão, sujo e desarrumado.

          Estava ficando perto do final do semestre e consequentemente do dia da festa dos bichinhos. Resolveram criar uma equipe para organizar os trabalhos. Desta vez tudo deveria ser perfeito. Primeiro a equipe parou para pensar onde estava o erro do último acontecimento. Por mais que raciocinassem não encontravam falhas. Até que a velha Coruja, sábia e ponderada deu uma sugestão. Ao invés de todo mundo trabalhar no mutirão como nos outros anos, seria bom dividir o trabalho por equipe dando para cada uma responsabilidade.

          A primeira equipe seria formada pelas formiguinhas que ficariam responsáveis pelos docinhos. Explicou a quantidade que deveria ser feito e elas deveriam prestar conta no grande dia.

          Caberia aos ratinhos organizar a parte dos salgados, inclusive dos pães de queijo. Fizeram lá as contas e eles se comprometeram de fazer o trabalho bem feito.

          As baratas deveriam cuidar da limpeza do ambiente. Deixando tudo limpo e cheiroso. O ambiente teria que estar condizente com a beleza da festa.

           Aos camaleões, as lagartas e as iguanas coube incumbência da ornamentação. Nenhuma folha poderia sujar o chão e muito menos aparecer ruída.

          Todos ficaram com uma obrigação. Os sapos e as cigarras escolheriam as melhores músicas a serem apresentadas no dia. Para tanto deveriam ensaiar muito para não ter falhas.

          Os vagalumes zelariam pela iluminação e assim cada equipe ficou com uma responsabilidade.

          No dia seguinte o Macaco João procurou a Dona Coruja para dizer que esta festa não iria dá certo, porque a formiga comeria os docinhos, o rato os pães de queijo, as lagartas e as iguanas iriam roer todas as folhas e sujar o ambiente, etc., etc. Ela escutou tudo e disse: vamos deixar como está e aguardar o resultado.

          Chegou o dia da festa. Foi um sucesso. Comida farta, tudo limpo, iluminado, cheiroso, música animada, ambiente festivo e alegre.

          MORAL DA HISTÓRIA. Dê um voto de confiança mesmo aqueles que você supõe não merecer. Todo mundo faz jus a uma oportunidade para se superar. A confiança é um ponto de partida para uma festa de sucesso.    

17.10.2020

2 comentários sobre “SABEDORIA DA CORUJA

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