GENUFLEXO DIANTE DO ALTAR


Wilton Porto*

Quando eu era criança, um dos momentos de ecanto, doçura e emoção inigualáveis, era quando eu participava das Celebrações Eucarísticas. Cada gesto, as belas homilias, as novenas com as músicas inesquecíveis… Na madrugada, eu virava anjo, pois voava sem ter asas. O Céu era o meu deserto, a minha liberdade, o meu contemplar de cada palavra de vida, q saía da Boca de Cristo, pela boca dos Evangelistas, e repetida pelos padres.
“Toda vez que comeres deste Pão, toda vez q beberes deste Cálice, recordamos a Paixão de Jesus Cristo e ficamos esperando a Sua volta”.
Enquanto eu voava, a voz soava em minha mente. “A tumba está vazia…” “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho, batizando, curando os doentes e libertando os demônios das criaturas”.
Eu cresci. Mergulhei no mar da água viva. Ouvi o ecoar da Voz do Mestre, falando à samaritana, no Poço de Jacó: “Se beberdes da água q vos darei. Nunca mais tereis sede”.
Diante do Altar-mo, estou eu. Segurando a Partícula, repito: “

“Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo…”
A emoção não se explica, se vive.

* Wilton Porto – cadeira 34 – Patrono: João Maria Marques Basto

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