Cronologia Poética (2001): Heresia

O que é verdadeiro?

É o que se dita, o que se impõe
Se coloca de frente e atrás
Nos cala e se cala…

O que é o certo?

É o controlado, é o amarrado
São as leis antigas
Que se fazem e fazem,
Assim, desse jeito…

O que é o discurso?

É o oficial, é o intocável
É o inquisidor, é o medo
Que nos perturba
Que nos apunhala…

O que é a crença?

É a liberdade, é a prisão
É o ir e vir, é o seguir e o não seguir
Se coloca nos olhos, se implanta na mente
Se coloca na frente e atrás, nos cala e se cala…

E qual é a resposta?

Creio que quase nada, que quase tudo
É o torto e o direito,
É o livre sem ser livre
É o enclausurado, sem ser enclausurado…

Dizem: é apenas a mente, pregando mil peças em nossas cabeças.

Claucio Ciarlini (2001)

  • No ano de 2001, já no terceiro bloco da faculdade e durante a disciplina de Idade Média, me deparei com um assunto que viria a ser o meu tema de monografia: Inquisição! Embora já conhecesse essa parte da história desde o ensino médio, foi a aula do professor Dênis Mello que acabou aguçando de forma profunda a minha curiosidade sobre pesquisar esse terrível aparelho criado pela Igreja Católica. Este fato acabou me inspirando a voltar a escrever de forma poética, mas desta vez “abrindo meu leque”, ou seja, trazendo acontecimentos da história para as linhas do caderno, fosse de forma mais objetiva ou subjetiva, como é o caso deste poema que escolhi dentre as minhas produções de 2001.  Ainda a registrar, neste ano lancei mais um encadernado (o terceiro) contendo alguns poemas: Vislumbre. E no ano anterior, que não havia citado, o encadernado: Nem tão Perto, Nem tão Longe.

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