O PODER DO PENSAMENTO POSITIVO

Texto de Antonio Gallas

Não posso dizer que esta pandemia trouxe algo de bom para nós tendo em vista a quantidade de pessoas que perderam suas vidas. Além da tristeza quando sabemos da ida de um ente querido, o tal isolamento social que não nos permite mais ir às ruas, às praças, aos locais de diversão, abraçando um e outro,  como antes fazíamos.
O isolamento social é necessário para protegermo-nos da doença e preservar a vida, tanto a nossa quanto a do nosso semelhante.
Como disse no início, seria insensatez dizer que essa pandemia tinha trazido algo de bom para nós, entretanto, posso afirmar,  com absoluta certeza, ela  nos proporcionou a oportunidade de usarmos as ferramentas tecnológicas a nosso favor, como por exemplo, fazer compras, pagar à vista como se fosse dinheiro em espécie através dos QR codes, movimentar contas bancárias, pagar boletos, dar aulas, fazer conferências, reuniões on line etc… etc…, tudo isso na comodidade e no conforto do lar, sem a necessidade ir às ruas, e quem sabe, contrair o vírus.
Minha neta, por exemplo, que está aqui em minha casa desde quando  começou a tal pandemia, diariamente, com exceção dos sábados,  das 14 às 18 horas senta-se em sua escrivaninha e postada à frente do tablet   ou do notebook assiste suas aulas on line, executa as tarefas escolares, faz as avaliações, e tudo dentro de um clima de tranquilidade como se fosse uma coisa normal para ela e age como se já estivesse habituada a tal situação.
Zaira tem onze anos, é aluna do Colégio Nossa Senhora das Graças (Colégio das Irmãs) cursando o 6º ano do ensino fundamental.
Outro fato  coisa é que  estou aproveitando para ler e reler alguns livros, tanto de autores parnaibanos, piauienses, brasileiros e universais, bem assim os blogs noticiosos e literários.
Ontem por exemplo, 01  de julho, ao ler o “Blog do poeta Elmar” como sempre faço, acessei o link do Blog Folhas Avulsas e ao ler o conto “As Cinzas do Carnaval” de autoria do presidutense (gentílico de quem nasce em Presidente Dutra – MA ) José Pedro Araújo que conta a história de um médico que apaixonou-se  por uma garota durante um carnaval em Salvador- Bahía e depois disso nunca mais a viu, sendo que a paixão continuou e, dez anos depois a encontrou nas redes sociais com ajuda da  moderna tecnologia.
Ao ler o conto lembrei-me que fato semelhante acontecera comigo há menos de uma quinzena atrás.
 Há mais de dez anos eu havia perdido o contato com a única irmã viva que tenho. A última vez que nos vimos foi em 1985 quando fui visitá-la em Belém do Pará, onde reside. Depois nos comunicávamos por telefone, e com o passar do tempo perdemos o contato. Membros da nossa família que residem em Tutóia também ansiosos por notícias dela. Com esse momento crucial que estamos vivendo preocupei-me em saber se ainda estava viva ou não.Ela é mais velha do que eu.  Então comecei nas redes sociais, whatsapp, instagram, facebook etc. a procurá-la insistentemente até que uma amiga que residiu em Belém mas não conhecia minha irmã, mandou-me uma indicação de um nome semelhante ao dela  no facebook. Acessei, visualizei as fotos, achei parecida, fiz o contato, era ela e nos reencontramos.
Uma coisa então quero deixar claro: tanto o médico do conto do escritor José Pedro Araujo, como eu, só pudemos encontrar as pessoas que estávamos procurando porque colocamos esse propósito em nossas mentes, e nosso pensamento positivo foi tão forte que atingimos o nosso objetivo. O médico encontrou o que seria o amor da vida dele,  e eu,não apenas tive notícias da minha irmã, como conversamos,  e agora estamos conectados tanto pelo face como pelo whatsapp.
Conheço pessoas que já nascem com a negatividade em seus pensamentos. Lembro-me de um amigo de infância em Tutóia que tudo que nos propúnhamos a fazer ele já ia dizendo que não iria dar certo.
Como morávamos perto do cais do porto costumávamos pescar. Então eu o encontrava e avisava: Antonio (era meu xará) vamos pescar domingo. Prepara as linhas que eu já tenho as iscas. Ele de logo arrematava: – e se amanhecer chovendo? Era comum na nossa infância apanharmos guajiru, uma fruta silvestre, no mato do cemitério. Quando eu o convidava ele logo respondia que não ia porque a cobra iria mordê-lo  (cobra não morde, pica).
O tempo passou, nós já adultos e eu trabalhando  no Banco do Brasil na Agência de Barreirinhas, encontramo-nos em Tutóia e ele me pergunta: – o banco tem financiamento pra pesca? Eu respondi que sim e que ele teria condições de fazer. Mandei que ele fosse na agência e falasse com o Junior (meu cunhado que nessa época era o gerente) que também era da nossa geração e que também o conhecia,  e que certamente o orientaria para a  obtenção do empréstimo desejado. E qual foi minha surpresa quando ele taxativamente, sem pestanejar “lascou” essa: – eu vou, mas já sei que ele não vai me emprestar não!
Assim, conheço muita gente que coloca obstáculo em tudo que vai fazer. O pensamento negativo é uma lástima. A pessoa que pensa negativamente prejudica a si própria e certamente atrapalha o trabalho dos outros. Para pessoas assim recomendo a leitura do  best seller  “O Poder do Pensamento Positivo” escrito pelo pastor americano Norman Vincent Peale que através de mensagens de otimismo tem provocado mudanças no comportamento de muitos pessimistas como esse  candidato a uma vaga de emprego que, minutos antes da entrevista pensava: “: “Nunca vou conseguir esse emprego. Não tenho as habilidades nem os conhecimentos para a vaga. Devem ter candidatos muito mais fortes concorrendo comigo.”
Já o candidato com pensamento positivo assim pensava: “Vou conseguir. Essa vaga é minha. Estou preparado e confiante.”
Pensar positivo é ver e acreditar no lado bom da vida.  É “ter confiança e otimismo o futuro”.
Vamos pensar positivo. Tudo vai voltar ao normal.

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