EXCESSO DE LEIS

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       Casualmente encontrei um artigo publicado no portal www.noticiasr7.com/brasil   em primeiro de dezembro de 2010, intitulado “Sarney critica excesso de lei”. Segundo ele, a grande quantidade de leis dificulta o cumprimento de todas elas e explica que no Brasil se tem a mentalidade que através das leis tudo se resolve e a cultura que todos os problemas serão resolvidos a partir da criação de uma lei.

        Li também no portal www.mundoestranho.abril.com.br uma quantidade de leis e propostas de leis estranhas que a gente até se pergunta se tem fundamento ou é piada. Uma dessas leis proibia a venda de camisinhas. Isso aconteceu na cidade de Bocaiúva do Sul no Paraná. O Prefeito Élcio Berti proibiu a venda de camisinhas e anticoncepcionais porque a Prefeitura estava recebendo menos verba do governo federal com o encolhimento da população. Diante do absurdo a lei foi revogada 24 horas depois. Não dá para acreditar, mas em 1999 em Juiz de Fora os vereadores sugeriram que os cavalos e burros usassem fraldões para não emporcalhar as ruas. A lei não foi aprovada. Também não saiu do papel a Lei Municipal 1840/95 (Barra do Garças, MT) de 05 de setembro de 1995. O então prefeito dessa cidade de 55 mil habitantes criou uma reserva para pouso de OVNIs com 5 hectares na serra do Roncador, tradicional reduto de ufólogos. Para azar dos ETs, o “discoporto” não foi aprovado.

            Fiquei matutando a respeito de propostas tão absurdas que pensei em enviar para a câmara dos vereadores uma sugestão que é menos excêntrica do que muitas que existem. Para justificar o meu intento relembro as palavras de Vinicius de Moraes que diz: “A beleza é fundamental”. Sendo assim, eu pensei numa lei que obrigassem a todas as instituições públicas e privadas (escolas, repartições, hospitais, universidades, restaurantes, hotéis etc.) manter em seus banheiros principalmente os femininos espelhos grandes para que pudéssemos primar pelo nosso visual. Cabelo, maquiagem, cuidados com a roupa etc. Hoje a aparência das pessoas é de muita importância. Como o administrador pode exigir que os empregados estejam penteados, limpos, vestido adequadamente se não dá condições mínimas de pelo menos as pessoas poderem se observar no espelho?

        A mulher precisa sempre retocar sua maquiagem, ajustar a roupa, arrumar os cabelos e só seu fiel amigo “o espelho” poderá ajudá-la nesse momento. Na verdade uma lâmina dessa espécie não vai onerar o caixa das empresas. Nas lojas populares eles são encontrados com moldura simples e estilosas no tamanho de 80x 40 por menos de cem reais. Um banheiro sem espelho é a mesma coisa que macarrão sem queijo ou amor sem beijo.

      Uma amiga me confidenciou que apesar de várias correspondências solicitando ao gerente um espelho no banheiro e não ter nenhuma resposta as funcionárias resolveram se cotizar para comprar um. Tentativa abortada, pois não foi permitido furar a parede e não era de bom tom agregar ao patrimônio público coisas particulares. Pode uma coisa dessas?

     Lei neles então. O Sarney que me perdoe, mas é o jeito abusar.

DO LIVRO “O QUINTO” – INÉDITO
MARIA DILMA PONTE – APAL
CADEIRA 28
PATRONO LÍVIO LOPES CASTELO BRANCO
1ºOCUPANTE HUMBERTO TELES MACHADO DE SOUSA

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