FALA SÉRIO…

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           Você respeita o horário das festividades impressas nos convites que recebe? Chega sempre antes da hora uns dez minutinhos? Fala sério! Eu tenha uma amiga que foi uma festa de casamento e a noiva atrasou mais de uma hora. Ela disse que o sapato apertava, o vestido incomodava, os cabelos e a maquiagem derreteram e a noiva nada. Fala sério! Precisava demorar tanto assim? Se o atraso é chique exagerar é falta de respeito aos convidados.

E a festa de colação de grau que parte das pessoas estava de pé no auditório por falta de assento e a solenidade não começava aguardando o governador. Ele era paraninfo da turma e nem estava aí para seus antigos e talvez futuros eleitores. Quem chegou cedo conseguiu lugar para sentar-se em compensação o tempo de espera foi ainda maior. Fala sério! Se parar o bicho pega, se correr o bicho come.

Insisti para uma criatura tomar o café da manhã que daria tempo de pegar o ônibus. Ele muito certinha preferiu ficar em jejum e chegar com antecedência na rodoviária. O transporte atrasou quase meia hora esperando um desses passageiros retardatários. Fala sério! Aquele que deixou de comer para chegar na hora foi ignorado.

Quem chega atrasado para o almoço fica “debaixo da mesa”. Ditado antigo que quer dizer, “passou batido”, ficou sem comida. Mas em contrapartida aqueles que não gostam de pontualidade, revidam com o dito popular: “o apressado como cru”. Fala sério!

Segundo Millor Fernandes, “pontual é alguém que resolveu esperar muito”. Fala sério!  As criaturas bens educadas respeitam as pessoas não as deixando esperar e no mundo dos negócios é fundamental a pontualidade. A sua ausência leva a perda de cliente, de dinheiro, de competitividade e macula ainda a imagem da empresa e da própria pessoa que a representa.

Para quem não gosta de ser pontual aponta esta virtude como sendo própria dos chatos. Fala sério! Você, por exemplo, gosta de esperar? Acha ruim quanto alguém não cumpre um horário com você? E em relação a outro, você é pontual? Cumpre no horário os compromissos acordados? Fala sério! Ponha-se no lugar de quem está esperando por você e seja ético, educado e gentil.

A pontualidade é um dos pressupostos básicos das boas maneiras, respeitar o tempo das pessoas é marca dos bem-educados. O problema de ser pontual, segundo Franklin Jones, é que não há ninguém lá para elogiar você.

DO LIVRO LERO LERO 2011
MARIA DILMA PONTE DE BRITO APAL
CADEIRA 28
PATRONO LÍVIO LOPES CASTELO BRANCO
1ºOCUPANTE HUMBERTO TELES MACHADO DE SOUSA

 

 

 

 

PANACA

 

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        Movida pela tela colorido do computador e das letras grandes chamativas que subia e descia como se tivesse dançando, me senti convidada para fazer um teste: Você é Panaca?  Comecei a responder cada uma das perguntas escolhendo entre as alternativas, na certeza que o resultado não me daria o tal título. Afinal, sou uma pessoa até certo ponto esclarecida e com uma bagagem relativa de experiência de vida. Chegando ao final, posicionei a “mãozinha” nas palavras: clique aqui e veja o resultado. Para surpresa minha o resultado foi: você é panaca, babaca e mané.

            Isso não me abalou, porque na verdade, para este teste panaca é a pessoa antiética, sem escrúpulo e mau caráter. Devolver para o dono algo que você encontrou por acaso é ser panaca? Não se aproveitar de amizades para tirar partido é característica de pessoa simplória?

            Até ai tudo bem. Mas, mesmo querendo não acreditar no teste, aquilo ficou martelando minha cabeça. Sou ou não panaca? E me lembrei daquela música de Gonzaguinha. “A gente não tem cara de panaca, a gente não tem cara de babaca É… A gente quer viver pleno direito. A gente quer viver pela nação. A gente quer ser um cidadão.”

            Pensando em ser uma cidadã acreditei no futuro da nação, apostei que o fio do bigode ainda valia tal qual a palavra e foi ai que fiquei com cara de babaca. Bigode hoje apenas enfeita a cara do cara que nem sempre é “um cara”.

            Panaca, babaca, mané somos nós que acreditamos em tudo, que temos “certas” esperanças, que repetimos nossos erros nas urnas e ficamos fazendo companhia a Carolina, olhando o tempo passar da janela.

            Aí pensei em organizar um novo teste para saber até que ponto somos panacas. Selecionei várias perguntas e escolhi algumas para medir o grau da nossa babaquice. Caso você queira saber se merece esta denominação responda “sim” ou “não” as seguintes indagações e tenha sua resposta clicando no botão reflexão.

1.Você acredita nos programas que os candidatos apresentam em tempo de campanha? 2.Você já perdeu alguma amizade em defesa de um político?

 3.Você acha que a sua  contribuição de  impostos tem destino adequado?

                     4.Você acompanha o trabalho daqueles que ganharam o seu voto?

                     5.Você é capaz de votar nos políticos que já tiveram seu mandato cassado?

DO LIVRO LERO LERO 2011
MARIA DILMA PONTE DE BRITO APAL
CADEIRA 28
PATRONO LÍVIO LOPES CASTELO BRANCO
1ºOCUPANTE HUMBERTO TELES MACHADO DE SOUSA

 

                                                                                                                                

PAR OU ÍMPAR ?

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        O personagem Noé do livro “A Chave do Amor” de Assis Brasil, despertou – me para o fato de que na natureza tudo é feito de par: o sol e a lua, o céu e a terra, o dia e a noite, o macho e a fêmea.

Após essa observação, entreguei-me aos meus pensamentos e passei a refletir sobre o assunto. Na verdade, a coisa vai muito mais além do que foi dito.

Nós precisamos de um par de sapatos, trabalhamos com duas mãos, escutamos com dois ouvidos, temos duas narinas, dois rins, duas pernas, dois braços e dois olhos. Tudo de par. Por que um só tronco e uma só cabeça?

Da alegria vem o riso. Da tristeza vem o choro. Do mau trato vem a ira. Da doçura vem o amor.

Falando em amor, tudo começou com Adão e Eva, depois muitas histórias ficaram registradas no tempo: Menelau e Helena, Sanção e Dalila, Romeu e Julieta., Fausto e Margarida, Dante e Beatriz, Perón e Evita, Peri e Ceci, Lampião e Maria Bonita.

Nos gibis encontramos Donald e Margarida, Tom & Jerry, Luluzinha e Bolinha, Mônica e Cebolinha.

Para contrariar a lei dos pares, Van Gogh pintou em Paris um quadro com a imagem de três pés de sapatos (expressando a miséria, a privação, a fome e o desabrigo das zonas rurais da Holanda).

Fogem da normalidade “os triângulos amorosos”.

Ainda não é tão natural o par homem x homem ou mulher x mulher. Mas já existem e não são poucos, eles são pares ou são ímpares?

Decidir no par ou ímpar é muito natural. Assim como também é uma opção própria escolher um par constante ou ficar ímpar, sozinha.

Hoje é comum quebrar paradigmas. Inovar. Mudar as regras. Fugir do que se tem como norma. Experimentar o novo, arriscar.

A ciência e a tecnologia favorecem essa transformação do mundo. Graças a ela, o homem sobrevive com um só rim e até pratica esporte com uma só perna.

Mas é possível ou impossível ser feliz sozinho? Eis a questão.

DO LIVRO LERO-LERO 2011
MARIA DILMA PONTE DE BRITO APAL
CADEIRA 28
PATRONO LÍVIO LOPES CASTELO BRANCO
1ºOCUPANTE HUMBERTO TELES MACHADO DE SOUSA