PÉS NO CHÃO

pés

          Ouve-se falar comumente que manter os pés no chão evita queda brusca. E há quem diga que de vez enquanto é preciso tirar os pés do chão, caminhar entre as nuvens e viver uma ilusão. Voar, voar, subir, subir, viver, viver. Cantar uma canção do alto o coração. Ser feliz.

            Pés no chão às vezes de salto, toda poderosa. Pé no chinelo na luta dia a dia no rojão. Pé no chão de barro, no asfalto, na areia, na água do mar, na lama ou nas estrelas. Todo pé tem um dono com a cabeça feita ou não.

            Pé fora do sapato. Alívio o sentir do chão, energias que vem do solo, relaxa e traz boa sensação. Pés para cima sangue circulando descanso, repouso paz, satisfação. Pés descalços batendo na água, isso é natação. Pés no ar quando se dá asas para tocar as nuvens e alcançar as estrelas indo além da imaginação.

            Pé de rosas, lindos, lindos coloridos que precisam de amor para florir. Pé de laranja, de limão que oferece frutos e sombra para a população. Também tem o pé de briga aquele procura uma confusão. Pé de moleque aquele bolo doce feito com rapadura, leite condensado e açafrão.

            Andar sobre o solo sem a proteção de nenhum calçado, conhecida como “grounding“, ou “earthing” (algo como “aterramento”), aumenta consideravelmente nossa saúde e nosso sentimento de bem estar, de acordo com estudo publicado site científico NCBI (National Center for Biotecnhology). Pesquisa realizada afirma que a terra ou o aterramento do corpo humano podem ser um elemento essencial na equação da saúde, juntamente com a luz do sol, ar limpo e água, alimentos nutritivos e atividade física.

          Têm pés pequenos e gigantes, pés bonitos e pés tortos, pés macios e delicados e pés que parece um bolão. Tem pé de pato e pé de coelho que dá sorte e superstição. O pé de pano faz de trouxa o João.

            E por fim, ali e acolá é bom dar asas e liberdade aos pés, qualquer que seja o tombo ninguém passará do chão e valeu a pena os devaneios, os sonhos, sair do sério faz bem para alma e para o coração.

INÉDITO – DO LIVRO “O QUINTO” A SER PUBLICADO
MARIA DILMA PONTE DE BRITO APAL
CADEIRA 28
PATRONO LÍVIO LOPES CASTELO BRANCO 
1º OCUPANTE HUMBERTO TELES MACHADO DE SOUSA

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