Hooligans.

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*Rosal.

Lembro-me do triste episódio da queda da raposa de minas à segundona do Campeonato Brasileiro de 2020. Não faz tanto tempo, de hoje. Triste, afora o aspecto futebolístico, porque evidencia o quão brutos facilmente podemos ser. Depredações, vandalismo, violência escancarada. Os hooligans são os extremos da seara.

 

Naturalmente, desnecessários. Sabe-se lá que instinto enérgico e preocupante acolhe o coração dos homens. E muitíssimos, como ferrões cegos e loucos de paixão, disparatados pelo mundo.

 

Grotescamente distintos, no entanto. Uns em azul, uns alviverdes, rubro-negros, tantas cores e um estado comum na República da Justificação. As penas são quase perdoadas, afinal, hooligans “lutam pelo que amam”, como se luta por uma doutrina, religião, déspotas, quimeras institucionais ou oligarquias de camarote.

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Tudo isso me é estrangeiro, sem forma; estampidos roucos na imensidão do firmamento, nada significando, senão transtorno e alguma néscia sensação. Eu, cordialmente, repudio a cara e a coroa – me importa a moeda. O firmamento é mais alto que o chão das enchentes, secas ou campos, e mais rico que os vazios cósmicos, onde sobrevive o horror imaginado. A paixão está entre.

Gustavo Rosal

*Gustavo Muniz Barros Rosal Benvindo, estudante de Direito na UESPI, campus de Parnaíba. Cronista e poeta. 

23.01.20.

 

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