RITO DO ADEUS

RITO DO ADEUS
O abalo trêmulo da minha mãe que abraça
Os olhos escarlates de minha mãe que chora
É o grito da tristeza ante minha partida
O desabar da saudade no rito do adeus.

Não importa a idade
O filho é a criança desprotegida
Que o mundo atrai para as possibilidades
Que muitas vezes
É o tremular do lenço para o nunca mais
O filho não é filho dos anseios pais
Os filhos são os braços que sustentam os próprios filhos
São o rio que dessedenta a sede e a fome da Pátria.

As lágrimas de minha mãe ante minha partida para a vida
Inunda a minha alma
Impulsiona-me a superar as minhas dores
A engolir os muitos sapos
A dizer não aos maus desejos
A repetir os meus acertos
A abraçar – feliz – a Cruz
A fazer de tudo para ser exemplo
A ser eu próprio
No meu próprio eu
Para ser um dia o iluminado EU.

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