Elmar Carvalho e seu ‘Histórias de Évora’ (*)

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Elmar Carvalho e seu ‘Histórias de Évora’ (*)

Dagoberto Carvalho Jr.
Da Academia Piauiense de Letras

Comigo, na memória e sobre a mesa, o curioso livro do poeta e confrade de Academia Piauiense de Letras, Elmar Carvalho, de título ‘Histórias de Évora’ (Edição da APL, Coleção Século XXI, nº 15, 2017), em que exercita – o campo-maiorense ilustre – sua vocação, também, de romancista. Esperava a leitura e o registro, que o tempo do coração, (físico, mesmo, no meu caso) somente agora permite; posto que a primeira lembrança levara-me, de volta e de imediato, à portuguesa cidade alentejana, do nome, onde eu fora fruir – há décadas – ricas e belas lições de Arte Sacra, aproveitadas à minha dissertação (‘A Talha de Retábulos no Piauí’), do Mestrado em História pela Universidade Federal de Pernambucano, depois editada em livro, já em segunda edição.

 O autor, já conhecia como bom poeta e como tal chegou a nossa Academia. Fora Juiz de Direito da primeira capital do Piauí, cidade a cuja memória literária e sentimental incorporou o poema ‘Noturno de Oeiras’, de extraordinária inspiração; como que ‘traduzindo’ em versos do melhor telurismo meu ‘Passeio a Oeiras’, para cuja sexta edição escreveu – de lembranças – belo prefácio. Seu ‘Noturno’ vai ficar na memória e na saudade dos oeirenses que já o temos como um dos nossos. Elmar nunca deixou de aparecer por lá. Lembro de passagem sua por festa literária do Instituto Barros de Ensino.

Hoje, homenageamos o autor do romance que esta página resenha. Estórias, quase memórias, posto que, quando não necessariamente suas, o são (em parte ou no todo), dos adolescentes e jovens rapazes de seu tempo e de seu meio. Recordações da infância, como as da própria Évora reinventada, a servir de palco para as suas – e ou do personagem principal – iniciações amorosas. Estórias bem contadas. Descrições com riqueza de detalhes. Perfis humanos bem traçados. Belas mulheres eroticamente esculturadas. Descrições exímias.

Atenção especial – além, naturalmente do romance em si – merece o notável estudo de apresentação do autor e de sua obra (‘Histórias de Évora’ uma ficção do erotismo, amor e saudade), de autoria do crítico literário piauiense, radicado no Rio de Janeiro, Cunha e Silva Filho, de reconhecido prestígio na área e cujo nome transportou-me, de imediato à memória de seu pai que, ainda, conheci, em Teresina e na Academia.

Vale a ficção novelesca de Elmar Carvalho.

                               16 de julho de 2018

(*) História de Évora se encontra à venda nas principais livrarias de Teresina e na Banca do Louro, em Parnaíba.

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